Jundiaí

Postos de trabalho se multiplicam no fim de ano

SAZONALIDADE Setores logístico, metalúrgico e comercial concentram o maior número de vagas


JORNAL DE JUNDIAI
Após 10 meses, Lidiane Caetano Pereira conquistou a recolocação
Crédito: JORNAL DE JUNDIAI

Após uma forte onda de desemprego em nível nacional, a economia começa a apontar os primeiros sinais de recuperação. Um dos reflexos mais notórios deste cenário é a proliferação dos postos de trabalho.

O secretário de Política Econômica do Ministério da Economia, Adolfo Sachsida, afirmou nesta semana que o emprego vai crescer em 2021, puxado pelo setor de serviços.

Alguns setores já se fortaleceram antes mesmo da virada do ano. Em Jundiaí, entre outubro e novembro houve um crescimento de 60% no número de vagas oferecidas. É o que conta a coordenadora comercial da agência Rhadar, Vanessa Aquino, de 36 anos.

"O setor logístico, varejista e comercial estão com altas demandas para início imediato. Ainda que a maioria das vagas sejam temporárias, muitas possuem grande chance de efetivação.", pontua.

No entanto, ainda que as ofertas sejam muitas, preencher essas vagas é um grande desafio para os empregadores. "Muitos se inscrevem para os processos seletivos e desistem no meio do caminho, seja por encontrarem uma oportunidade que lhes agrade mais ou por perderem o interesse", compartilha Vanessa, alegando que alguns dizem até que preferem aguardar o fim do recebimento do auxílio emergencial para posteriormente buscarem a recolocação no mercado de trabalho.

A coordenadora de recursos humanos, Carolina Malerba, de 34 anos, alega que a expectativa é que nos próximos meses o oferecimento de vagas se intensifique. "O setor metalúrgico e alimentício também estão aquecidos e com oportunidades em alta para profissionais de todos os níveis", declara.

CARTEIRA ASSINADA

O presidente do Sincomerciários de Jundiaí e Região, Milton de Araújo, ressalta que para o comércio, as contratações para fim de ano já começaram. "Logo no começo de novembro as empresas já deram início da seleção de candidatos, mas não há como comparar com o volume de postos do ano anterior", pontua.

O gestor Ivan dos Santos diz que, especialmente neste ano, a expansão da equipe não será tão expressiva. "A crise nos afetou profundamente. Teremos algumas vagas para o mês de dezembro, mas não como no ano anterior, que tivemos um movimento que possibilitou que a equipe crescesse em 50%", afirma.

Mesmo diante dessas dificuldades, após dois anos em busca de uma nova oportunidade, Eliana Silveira, de 39 anos, teve sua carteira assinada. Contratada para a função de operadora de caixa, ela celebra a conquista.

"Não foi fácil chegar aqui e sinto que durante a pandemia a concorrência se tornou ainda mais acirrada, mas após todo o processo seletivo meu sentimento é de gratidão", compartilha a profissional em treinamento.

Quem também voltou à ativa foi Lidiane Caetano Pereira, de 34 anos. "Eu atuei por muito tempo na área comercial, mas logo no começo do ano fiquei desempregada. Assim, durante toda a pandemia os meus esforços foram para que a recolocação fosse possível", conta a líder de loja que comemora pouco mais de um mês na função.


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