Jundiaí

Processamento de recicláveis aumenta 12% em Jundiaí

Foram recicladas de janeiro a novembro de 2020 1.531.149,5 toneladas


ARQUIVO JJ
Reciclagem de resíduos sólidos ainda é muito menor que a produção
Crédito: ARQUIVO JJ

O Brasil é um país que tem um bom índice de reciclagem, sobretudo de latas de alumínio. Segundo a Associação Brasileira dos Fabricantes de Latas de Alumínio (Abralatas), em 2019, a indústria do alumínio reciclou 97,6% das latas para bebidas que entraram em circulação no mercado.

Para este material, a reciclagem é alta, mas para outros nem tanto. Dados da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe) apontam que 92% dos resíduos sólidos produzidos são coletados, mas nem tudo é reciclado. A maior parte é descartada em lixões, aterros sanitários e outros.

Em Jundiaí, a Unidade de Gestão de Infraestrutura e Serviços Públicos (UGISP) informa que a quantidade de materiais triados, ou seja, aproveitados pelo Geresol, via Coleta Seletiva, foi 12% maior em 2020, de janeiro a novembro, em comparação com o mesmo período de 2019. Em números absolutos, no período mencionado, foram recicladas em 2019 1.361.495 de toneladas de materiais. Em 2020 foram 1.531.149,5 toneladas.

Os dados de dezembro ainda estão sob apuração, já que o mês tem aumento significativo na quantidade de material coletado. O Geresol reciclou mais papelão, vidro e alumínio entre 2019 e 2020. Em contrapartida, a quantidade de plástico reciclado diminuiu no período.

VENDA

Proprietário de um depósito de materiais recicláveis, Ronildo Alves diz que latas têm, de fato, o melhor custo-benefício e são as mais vendidas. "Vem gente até de carro tipo SUV vender latinha. É fácil achar e é bem leve. O vidro, por exemplo, é muito pesado, então não trazem tanto. Já a latinha, um saco de 100 litros dá uns sete, oito quilos."

Alves diz que ano a ano a reciclagem cresce, mas em 2020 a oferta de materiais diminuiu. "A matéria-prima ficou escassa, então subiu a procura e o preço. Muitas pessoas reciclam por conta do aspecto ambiental e outras pelo financeiro. Tem gente que junta uma latinha, um papelão para comprar leite, pão", diz ele sobre a tarefa que é ofício para muitos.

Também proprietário de um depósito de recicláveis, Rafael Bianchini explica que latinha é o carro-chefe, porque uma sacolinha dá um quilo e rende R$ 4, mas a venda não se limita a elas. Ele compra de tudo.

Bianchini fala que no ano passado aumentou o número de pessoas trabalhando com coleta de recicláveis. "Diminuiu a quantidade de material e o preço aumentou. O que a gente costumava comprar de final de ano, no ano passado não foi nem metade. O pessoal não fez festa, então latinha diminuiu e papelão também não estão vendendo muito. Muita gente recicla e tem bastante gente trabalhando, é fonte de renda e muita gente ficou desempregada. Tem aumentado a quantidade de pessoas que trabalham com isso."

(Nathália Sousa)

 


Notícias relevantes: