Jundiaí

Mesmo com suspensão, preço de alimentos ainda preocupa

A decisão alivia um pouco alguns setores, em especial o o atacadista e o farmacêutico


DANIEL POLLI
Luiz Antonio Fernandes afirma que o aumento chegará ao consumidor
Crédito: DANIEL POLLI

A suspensão do fim da isenção do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias (ICMS) feita na noite de ontem pelo governador João Doria alivia um pouco alguns setores, em especial o o atacadista e o farmacêutico, porém ainda deixa consumidores e comerciantes apreensivos.

A pressão do setor agrícola teria sido um dos motivos para a suspensão, mas a ação não extinguiu a lei votada e aprovada pela Assembleia Legislativa. Mesmo com a decisão, os alimentos continuam sendo a grande preocupação de consumidores e setor atacadista.

O fim da isenção partiu do governo estadual que, para colocar as contas em ordem, realizou uma reforma administrativa e decidiu elevar a carga tributária a partir deste mês. O reajuste estava previsto para começar a partir do dia 15 de janeiro.

Para Luiz Antonio Fernandes, proprietário de uma mercearia na rua do Retiro, o reajuste chegará ao consumidor final. "Infelizmente não temos como absorver essa diferença nos preços. Quando há aumento de impostos, os produtos já chegam para nós mais caros. Os clientes reclamam, mas não tem jeito, a gente tem que repassar."

Para entender melhor, em 16 de outubro de 2020 o estado publicou diversas normas alterando a legislação do ICMS, com a finalidade de aumentar a arrecadação. São medidas de ajuste fiscal e equilíbrio das contas públicas, em face da pandemia do covid-19.

Luiz Antonio afirma ainda que está apreensivo com as altas constantes nos preços dos alimentos. "Muita coisa aumentou de preço nos últimos meses. É mais fácil falar o que não subiu. Você percebe quando vai pegar a nota fiscal, muitas vezes não somos nem avisados, só ficamos sabendo na hora que o produto chega. Se já estava subindo assim antes desse imposto, imagina quando ele for colocado em prática mesmo."

O QUE SERIAM IMPACTADOS

• Queijos (aumento real de 10,83%);

• Suco de Laranja (10,83%);

• Ave, coelho ou gado bovino, suíno, caprino ou ovino em pé e produto comestível resultante do seu abate, em estado natural, resfriado ou congelado e farinha de trigo, bem como mistura pré-preparada de farinha de trigo (10,83%);

• Ovo integral pasteurizado, ovo integral pasteurizado desidratado, clara pasteurizada desidratada ou resfriada e gema pasteurizada desidratada ou resfriada (34,29%);

• Leite Longa Vida (27,66%);

• Iogurte e Leite Fermentado (27,66%);

• Aves/Produtos do Abate em Frigorífico Paulista (25,00%).

(Daniela Fernandes)

 


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