Jundiaí

Apesar de ansiosos para volta das aulas, pais estão receosos

A Prefeitura de Jundiaí ainda não definiu quando as aulas presenciais retornarão


DANIEL TEGON POLLI
Pietra é aluna de escola municipal e a mãe considera que o suporte da escola foi fundamental para o sucesso do aprendizado
Crédito: DANIEL TEGON POLLI

Os pais estão ansiosos e ao mesmo tempo preocupados com o início das aulas presenciais. Para quem tem crianças em fase de alfabetização o desafio das aulas on-line foi maior. A Prefeitura de Jundiaí ainda não definiu quando as aulas presenciais retornarão.

A princípio o governo de estado de São Paulo mantém o retorno gradual das aulas em 1º de fevereiro deste ano, embora a decisão de reabrir ou não caiba às prefeituras que ainda estão avaliando a situação da saúde pública. Ainda assim as escolas estão se preparando para um ensino híbrido, com uma escala para que semanalmente parte dos alunos tenha aulas presenciais.

Para a coordenadora da Educação Infantil do Colégio Divino Salvador, Lia Mara dos Santos, é inegável que houve prejuízo para a alfabetização dos alunos em 2020, devido à ausência de aulas presenciais. "Os pais são fundamentais como exemplo e podem ser um suporte essencial para a alfabetização, mas a presença do professor é importantíssima devido ao processo de aprendizagem."

Apesar da expectativa de retomada das aulas, Lia dá duas dicas importantes para os pais. "A primeira é manter a rotina. Criança precisa disso. Horário de acordar, de começar a estudar, do lanche, de brincar. A segunda é procurar desconstruir a questão de erro e acerto, pois faz parte da evolução da criança."

Juliana Pereira, de 32 anos, conta que ajudar a filha Pietra, de 6 anos, durante o processo de alfabetização foi um desafio. "O maior problema foi o emocional pela perda do convívio com os colegas e parte da rotina, mas ela terminou o ano lendo e escrevendo", comemora.

Pietra é aluna de escola municipal e a mãe considera que o suporte da escola foi fundamental para o sucesso. "Eram enviadas atividades semanais, além de termos mantido o relacionamento com a professora via WhatsApp e vídeos gravados com as orientações para as atividades pela equipe pedagógica."

Na opinião de Lia Mara, o atendimento tem que ser individualizado para os alunos. "Temos que analisar cada caso, o que aquele aluno precisa, como podemos ajudar os pais. Nossas turmas de 20 alunos foram divididas em duas justamente para que eles tivessem mais tempo com a professora para falar sobre sua evolução, tirar dúvidas." Ela também fala sobre o suporte para os pais que é fundamental.

Foi justamente desse suporte que Geiza Rossi, de 36 anos, sentiu falta. Mãe do Gustavo de 6 anos e da Bianca de 4, ela considera que o filho mais velho não aprendeu nada em 2020. "Optamos por ir para uma escola municipal esse ano porque a outra não dava nenhum suporte."

Ainda assim, ela tem receio de enviar os filhos para a escola caso as aulas realmente se iniciem em 1º de fevereiro. "Acho que só me sentirei confortável após a vacina ou quando os casos de coronavírus diminuírem bastante."

VOLTA ÀS AULAS

Em nota, o município informou que está realizando reuniões entre plataformas e com o Comitê de Enfrentamento ao Coronavírus (CEC) para a tomada de providências para o ano letivo 2021, com a aquisição de insumos necessários para a retomada. Só será anunciado o modelo para o retorno às aulas assim que tivermos a confirmação de que os estudantes e os profissionais de Educação estejam em total segurança.

Todos os critérios sanitários e de Saúde pública serão observados. A retomada das aulas presenciais por parte das famílias, antes da total oferta da vacina aos públicos envolvidos, não será obrigatória.

(Carina Reis)

 


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