Jundiaí

Bairros entre os 10 com mais casos exigem atenção

POPULOSOS Apesar da situação, ainda há risco de uma segunda onda da doença que cresce aos poucos


DANIEL TEGON POLLI
Ana Paula Morales percebe o respeito às normas no loja em que trabalha
Crédito: DANIEL TEGON POLLI

Bairros que não são epicentros da covid em Jundiaí, mas também estão longe de ter poucos casos, precisam manter a atenção neste momento de novo avanço da pandemia. Segundo o último boletim epidemiológico divulgado ontem (7) pela Prefeitura de Jundiaí, bairros como Jardim Tamoio, que tem 661 casos, Vila Hortolândia, com 650 infecções, Jardim Tulipas, com 566, e Vila Nambi, com 564, estão entre os 10 com mais contaminados, mas não no topo da lista.

Apesar da situação e do risco de uma segunda onda da doença que cresce aos poucos em todo o Brasil, não são todos os residentes destes locais que se preocupam muito com o risco. O morador da Vila Hortolândia, o mecânico Eduardo Severino da Silva, diz que cada um se cuida de acordo com sua preocupação.

"Pelo que eu vejo, as pessoas estão preocupadas, mas cada um tem que se cuidar. Quem eu vejo que não se cuida muito é o pessoal mais novo. Eles fazem aglomeração e não estão nem aí, mas eu tenho que cuidar de mim, eu não deixo de usar a máscara porque assim eu me cuido e cuido das outras pessoas."

Também moradora do bairro, a aposentada Iraildes Miranda Pereira percebe que algumas pessoas tomam medidas corretas e outras não. "Alguns se cuidam, usam a máscara, mas outros que usam não usam direito, deixam o nariz para fora. A máscara tem que cobrir o nariz a boca e o queixo. Aglomeração eu não percebo tanto porque não saio muito de casa", conta ela.

A química Kelly Aparecida Soldeira Fernandes, moradora do Currupira, com 173 casos, diz que os sitiantes parecem ser mais temerosos. "No meu bairro o pessoal é mais sitiante e acho que lá eles têm mais medo, tem bastante idoso, não entram em comércio sem máscara, usam máscara na rua. Aqui eu já vejo o pessoal sem máscara, sem respeitar muito o distanciamento."

O marido de Kelly é agente funerário e ela afirma que a situação ainda está delicada. "O pessoal deixou um pouco de lado, não tem mais tanto medo, esqueceram que ainda tem a covid e tem gente morrendo. Meu marido é agente funerário e a gente sempre fala sobre isso. Ele sai três vezes por dia para buscar corpos, não acabou", diz.

COMÉRCIO

Ana Paula Morales mora na ponte São João, com 464 casos, mas é gerente de uma loja de tintas na Vila Hortolândia e se diz preocupada. "Nós lojistas temos regras e o pessoal costuma respeitar, entram aqui usando máscara, usam o álcool gel, não nos cumprimentamos, mesmo os clientes antigos porque evitamos o contato", conta ela, que acha que um ponto exclusivo para atendimento à covid-19 no bairro, Unidade Sentinela, é um ponto positivo para a Vila Hortolândia.

Também trabalhando no bairro, a atendente de loja Miriam Seara explica que não mora na Hortolândia, mas percebe algumas inconsistências no local. "Não moro aqui, mas passo a maior parte do tempo e acho que o bairro está esquecido. Falta ônibus para o terminal Colônia e os que têm estão lotados e sujos. E o pessoal que vem na loja, sempre fala que perdeu um parente por causa da covid. No começo da pandemia, a praça ficou fechada, agora, abriram de novo. Sempre tem aglomeração à tarde, criança brincando", fala ela sobre a praça Joaquim Lemos Soares.

ATUALIZAÇÃO

Ainda segundo o boletim epidemiológico, nesta quinta-feira (7), houve registro de um óbito causado pelo coronavírus. Atualmente, há registro de 490 mortes em Jundiaí causadas pela covid-19. Também foram contabilizados 138 novos casos, totalizando 18.871 desde o início da pandemia, dos quais, 610 pessoas estão em tratamento e 17.771 recuperadas.

 


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