Jundiaí

Empresárias focam nas vendas de porta em porta para driblar a crise

COMÉRCIO Jundiaí tem 28.292 Microempreendedores Individuais e, deste total, 11 mil tem como forma de atuação postos móveis, ambulantes e o 'porta a porta'


ARQUIVO PESSOAL
Aline Dias percebeu um nicho a ser explorado ouvindo as pessoas
Crédito: ARQUIVO PESSOAL

A venda direta, também conhecida como venda 'porta a porta', foi um dos poucos segmentos que teve crescimento durante a pandemia. A entrada de novos revendedores em busca de recolocação profissional ou complemento de renda, o fácil acesso a plataformas digitais e o baixo investimento incentivaram as pessoas a investirem cada vez em seu próprio negócio.

Em Jundiaí, segundo o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), dos 28.292 Microempreendedores Individuais (MEIs), 11 mil tem como forma de atuação o sistema porta a porta, postos móveis ou ambulantes.

Para José Augusto Simi, analista de negócios do Sebrae-SP, é preciso planejamento antes de começar qualquer negócio. "O primeiro passo para quem quer empreender é formalizar seu negócio, abrir sua MEI. O segundo é escolher um produto que tenha boa aceitação na região, que seja transportável, a pessoa tem que entender sobre o produto. É preciso também ter atenção especial com o atendimento ao cliente, se organizar para não se perder nas conversas de WhatsApp e chats. O ideal é ter um número exclusivo para o negócio, é preciso ter disciplina."

OUTROS DADOS

Segundo levantamento da Associação Brasileira de Empresas de Vendas Diretas (ABEVD) feito em 2020, o número de empreendedores no país que atuava na venda direta chega a quatro milhões. Deste número, 48% eram jovens entre 18 e 29 anos e 58% são mulheres. Do total de micro empreendedores, 75% exercem as vendas diretas como renda complementar na família, 46% utilizam meios físicos para vender seus produtos e 54% utilizam ambientes digitais.

Para a empreendedora Rosana Piceli, que começou a trabalhar com vendas diretas em 2017, a proximidade com as clientes e o baixo custo fixo a fez escolher essa modalidade. "O atendimento direto gera uma satisfação maior tanto para elas quanto para mim. É mais personalizado e mais confortável. As clientes podem experimentar as roupas em suas casas, podem escolher as peças através das fotos postadas nas redes sociais e tirar dúvidas. Além disso, eu não tenho o custo fixo de aluguel, luz, água. Então consigo ter uma rentabilidade melhor e preços mais competitivos."

Aline Martins Dias percebeu um nicho a ser explorado ouvindo pessoas conhecidas. "Sempre ouvia que a pessoa se sentia melhor provando em casa, com isso tive essa ideia. Muitas clientes têm filhos pequenos e não tem muito tempo de ir até o Centro ou ao shopping. Faço uma mala com as peças que tenho do tamanho e gosto da cliente e deixo com elas por um prazo de 48 horas. Elas amam."

Kátia Aparecida Marcondes Santos acredita que a praticidade faz com que as pessoas prefiram receber os produtos em casa. "No começo eu até cogitei em abrir uma loja física, mas por conta do gasto que eu teria, decidi começar com as entregas com meu carro. E minha intenção era depois abrir a loja. Eu vi que as entregas eram mais práticas, tanto para mim quanto para as clientes, porque eu conseguiria atender pessoas de toda a região de Jundiaí e cidades próximas. Quando a cliente tinha que vir até mim, eu acabava perdendo muitas vendas. Quando eu comecei a fazer entregas, as vendas expandiram e então eu decidi abrir uma loja móvel", declara.

Siga nas redes:

@rosanapiceliboutique

@bilikamodas

@katiaecrismodas

 


Galeria de Fotos


Notícias relevantes: