Jundiaí

Expectativa de emprego é boa, mas depende de medidas nacionais

De janeiro a novembro do ano passado, houve 448 desligamentos a mais que contratações


JORNAL DE JUNDIAI
juscilaine
Crédito: JORNAL DE JUNDIAI

O ano de 2020 foi conturbado para a economia e consequentemente para a geração de postos de trabalho. Para 2021, tanto as empresas quanto os trabalhadores esperam que haja a retomada econômica e a geração de vagas.

Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) apontam que, em Jundiaí, de janeiro a novembro do ano passado, houve 448 desligamentos a mais que contratações. O resultado de dezembro ainda não foi divulgado, mas se seguir a tendência do segundo semestre de 2020, quando o mercado voltou ficar aquecido, deve diminuir ou zerar este saldo negativo.

O gestor de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia de Jundiaí, Cristiano Lopes, explica que há um bom prognóstico para este ano. "Pela perspectiva, vamos fechar dezembro de 2020 com saldo positivo, que vai levar praticamente ao mesmo número de postos de trabalho que tivemos em 2019. No momento, a expectativa é que os números fossem piores, mas não nos dá tranquilidade."

E com o atrativo do município para indústrias, Lopes explica que há vagas abertas e outras devem surgir. "Com certeza teremos empresas que vão se instalar aqui, mas precisamos de um plano de desenvolvimento econômico. Temos hoje 254 vagas para pessoas que buscam emprego no Portal da Empregabilidade, ferramenta que liga diretamente as empresas às pessoas que precisam de emprego."

SAGA
Nesta toada, 2021 é a esperança para quem busca uma colocação no mercado de trabalho. Este é o caso de Gabriel Henrique Rodrigues Lopes, de 18 anos, que há dois procura por emprego. "Procurava emprego de aprendiz, mas não consegui nada ainda. Eu acho que a pandemia piorou a situação para quem busca trabalho, é tudo na internet agora e não é todo mundo que consegue ter esse acesso. Eu espero que a situação melhore".

Também na saga para conseguir o primeiro emprego, Juscilane Souza Nunes, de 20 anos, está acertando os detalhes para uma vaga. "Estou procurando há mais de um mês e agora vim assinar um contrato, mas é para trabalho temporário. Nesta pandemia é complicado arrumar emprego e as pessoas têm receio, mas acho que as coisas estão melhorando", conta ela, que veio de Minas Gerais a passeio, mas decidiu ficar, por ter mais oportunidades aqui.

DESENVOLVIMENTO
O diretor-superintendente do Grupo Astra, Manoel Flores, diz que no segundo semestre de 2020 já houve uma quase recuperação, principalmente na indústria. "Isso varia de setor para setor. Os serviços, por exemplo, ainda estão se recuperando, mas a indústria está bem e deve continuar. Há algumas variações. No caso dos alimentos, farmacêutico, embalagens e o nosso, de material de construção, todos estes setores têm um desemprenho melhor", explica ele.

Diretor de comércio exterior do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), Márcio Júlio acredita que a retomada está paralelamente ligada às iniciativas econômicas federais. "A geração de empregos vai depender muito de algumas questões. A gente percebe que a economia está em uma recuperação em 'V', que é quando tem uma quebra muito grande de demanda, mas a recuperação ocorre na mesma velocidade. Aos mesmo tempo que cai rápido, sobe rápido."

Para que isto aconteça, há algumas coisas que precisam ser revistas, no caso a posição do governo em relação ao Auxílio Emergencial. "A gente ainda não tem uma definição do que vai acontecer e entendemos que o auxílio é necessário por pelo menos mais três meses para termos, no final de abril, o mesmo nível de consumo que a indústria tinha no pré-crise. Se isso acontecer, a gente entende que o nível de emprego deve voltar ao nível pré-crise", explica ele.


Notícias relevantes: