Jundiaí

Listas de material escolar diminuem

Maioria dos materiais utilizados nas aulas presenciais não são usados no ensino remoto


JORNAL DE JUNDIAI
Kaynara Mendes fala que a compra neste ano ainda é muito baixa
Crédito: JORNAL DE JUNDIAI

Em muitas escolas, ainda não há definição sobre o retorno às aulas presenciais neste ano. Por conta disso, a compra de materiais escolares está mais tímida neste ano, já que, em grande parte, materiais utilizados nas aulas presenciais não são usados no ensino remoto.

Deste modo, o que e espera é que as vendas sejam menores neste ano. A gerente de uma loja de materiais escolares, Graziela Benavides, diz que a procura começou tímida nesta segunda (11). "Até a semana passada, não tinha muita procura, mas hoje (ontem) já veio o pessoal com a listinha. Começaram a vir agora mesmo, mas muitas escolas estão reaproveitando o material que ficou do ano passado, então a lista está vindo menor", explica.

Sobre os itens, Graziela explica que cadernos brochura simples, muito procurados nesta época, não estão vendendo tanto. "Nessa época os clientes vêm mais comprar material de pré-escola. Os maiores apenas a partir de fevereiro, que é para o pessoal de Ensino Médio e faculdade. Os preços estão os mesmos do ano passado, ainda não teve aumento", diz ela.

A vendedora de outra papelaria, Kaynara Mendes, conta que pais que têm filhos em escolas particulares procuram pelas papelarias, mas este ano houve queda em comparação ao ano passado. "A procura está bem pouca em relação a outros anos. Por enquanto a venda é de lápis e caneta, mas caderno e mochila têm pouca procura", diz.

Sobre o aumento de preços, ela diz que não foge muito do que é reajustado todos os anos. "Querendo ou não, as empresas aumentam todos os anos e a gente repassa. Percebemos aumento em alguns modelos de caneta e cadernos de matéria, mas o resto manteve praticamente o mesmo preço que já tinha", diz ela citando um modelo de caderno que subiu 18,5%.

CUIDADOS

A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), do Ministério da Justiça e Segurança Pública, alerta os consumidores sobre a aquisição dos materiais escolares. A escola, por exemplo, não pode solicitar na lista de material escolar produtos de uso coletivo, como os de higiene e limpeza; não pode exigir marcas ou locais de compra específicos, com exceção a artigos que não são vendidos no comércio, como apostilas pedagógicas próprias.

(Nathália Souza)

 


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