Jundiaí

Incêndio segue no subsolo e risco de desmoronamento não é descartado

A fábrica Moinho Jundiaí está em processo de rescaldo para conter as chamas


JORNAL DE JUNDIAÍ
O capitão Vilas Boas e o tenente Vitor atuam no rescaldo do incêndio, que ainda não foi completamente debelado, após três dias; rua continua interditada
Crédito: JORNAL DE JUNDIAÍ

A fábrica Moinho Jundiaí, localizada na Vila Hortolândia, uma das mais antigas em atividade no município, está em processo de rescaldo para conter as chamas depois de três incêndios do último final de semana. O primeiro foi iniciado na noite de sexta-feira (8).

A atenção está voltada para a estrutura do prédio que, segundo o Corpo de Bombeiros, não é adequada para o controle total do incêndio, uma vez que há dutos subterrâneos por onde o fogo se espalha.

Como o prédio é antigo, houve a necessidade de isolamento da rua onde a fábrica está instalada. O capitão Vilas Boas, do 19º Grupamento de Bombeiros (GB) de Jundiaí alerta sobre a necessidade do isolamento. "O prédio é antigo, com algumas trincas na estrutura e, por conta da alta temperatura, há risco de desabamento. A rua está isolada, então, mesmo com o risco, está isolado."

Segundo a Unidade de Gestão de Governo e Finanças (UGGF) da Prefeitura de Jundiaí, a empresa está ativa no Cadastro Fiscal Mobiliário e com o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB) válido até 23 de julho de 2022.

O capitão também comenta sobre o trabalho ininterrupto dos bombeiros na empresa. "O fogo começou na sexta à noite e por enquanto não sabemos o motivo, mas isto será apurado posteriormente pela perícia. Pegou fogo na parte central da empresa, mas tem muito duto subterrâneo e o fogo foi para a parte do silo, onde armazenam a farinha", relata.

O capitão Vilas Boas relata sobre outras partes do prédio atingidas pelas chamas. "Na parte central e no silo, o fogo está extinto, mas ainda tem focos no subsolo, difícil de conter. A gente não consegue acessá-lo, mas há um buraco que estamos usando para trabalhar por lá. A chuva do final de semana não ajudou nem atrapalhou porque o fogo não está exposto. O risco agora é no subsolo", explica Vilas Boas.

Segundo o tenente Vitor, que também atua na contenção, praticamente metade das dependências da empresa foi consumida. "A área total da empresa é de 8 mil metros quadrados, pegou fogo em mais ou menos 4 mil metros quadrados. O incêndio atingiu de um terço a metade da empresa."

Vilas Boas diz que o espaço, mesmo com AVCB, é propício para alastrar chamas. "Uma causa comum de incêndio é começar na parte elétrica, mas não sei se foi o caso aqui. Como mexem com farinha de trigo, que é seca e fica com algumas partículas suspensas no ar, o fogo alastra facilmente."

ALVARÁ
O capitão alerta que o AVCB existe para minimizar a possibilidade de incêndios e o perigo se ocorrerem, mas não impede que ocorram. A UGGF informa que é de competência do Corpo de Bombeiros realizar a fiscalização dos estabelecimentos para os quais foi expedido o documento de segurança e cabe à prefeitura, por meio do Balcão do Empreendedor, manter o controle da validade do documento de segurança e notificar a empresa antes do vencimento para providências de regularização.

No cadastro fiscal mobiliário de Jundiaí há 43 mil registros de comércios, serviços e indústrias. Todos os estabelecimentos estão obrigados a manter o documento de segurança, AVCB ou o Certificado de Licenciamento do Corpo de Bombeiros (CLCB), atualizados.


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