Jundiaí

Aluguel de brinquedos aumenta durante o período da pandemia

Apesar do isolamento social ter barrado algumas festas, quem trabalha no ramo não passou por problemas


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Cama elástica e piscina de bolinhas continuam em alta na pandemia
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Apesar do isolamento social ter barrado algumas festas, principalmente de aniversário, quem trabalha com aluguel de brinquedos não passou por problemas durante o período. Isso se deve aos pequenos encontros com poucas pessoas, ou seja, mesmo com o vírus circulando, o número de convidados foi reduzido.

O prestador de serviços Christian Motta, de 52 anos, que desde 2019 tem uma pequena empresa deste segmento, percebeu uma crescente no final do ano. "Por conta do afrouxamento da Fase Amarela do Plano São Paulo, os pedidos para alugarem brinquedos subiram bem, porque as pessoas começaram a fazer festas, mas com pouca gente e em lugares alugados.

Ele afirmou também que o aluguel não tinha público específico. O público era o mais diversificado possível. "O período entre março e setembro foi bem complicado, pois era o pior momento da pandemia e as famílias tinham medo, mas quando os casos começaram a diminuir, as pessoas voltaram a ter um pouco mais de segurança", comenta.

OPTANDO PELA SEGURANÇA

O movimento dos brinquedos foi bom no fim do ano passado, mas não significa que todos que trabalham na área continuaram com o negócio. É o exemplo de Erica Lorençoni Zaccagnini, comerciante de 43 anos, que há três atua com o empréstimo das diversões infantis.

Ela conta que os aluguéis era alto antes da pandemia. Segundo Erica, o ritmo era bem lucrativo com a vida "normal", mas precisou deixar o negócios por problemas familiares. "Eu alugava bastante brinquedos. Para se ter uma ideia, chegava a participar de três a quatro festas por dia".

Para se proteger, ela decidiu interromper com o negócio até a pandemia acabar. "Aqui em casa eu e meus filhos pegamos covid. Não é possível trabalhar se arriscando dessa forma. As pessoas até me ligam para fazer o aluguel de algum brinquedo, mas eu aviso que não estou trabalhando no momento por causa da pandemia".

Embora só volte a trabalhar no fim da circulação do coronavírus, Erica afirmou que não faz falta na renda familiar. "Meu marido trabalha e recebe bem, o negócio de empréstimos é como se fosse uma renda extra, então não pesa a falta desse dinheiro".

(André Borges)

 


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