Jundiaí

Imunização é só o início para volta à normalidade

A aproximação da vacina tem deixado as pessoas um pouco 'aliviadas' e descuidadas


DANIEL TEGON POLLI
É mais comum ver pessoas sem a máscara em locais movimentados
Crédito: DANIEL TEGON POLLI

Há quase um ano, o Brasil registrava o primeiro caso de covid-19 e de lá para cá, as pessoas já passaram por diversas fases da pandemia e, neste momento, temos um novo avanço das contaminações, representando risco para o sistema de saúde e para as pessoas.

Infelizmente, a aproximação de uma vacinação tem deixado as pessoas um pouco 'aliviadas' e descuidadas com certas atitudes, em especial o uso correto das máscaras. Não é difícil encontrar grupos pelas ruas sem o uso correto do acessório. Flagrantes feitos pela equipe de reportagem do JJ em diversos pontos da cidade.

Para a psicóloga Rose Nassif, as pessoas hoje levam a vida no automático e têm dificuldade de parar para pensar e mudar hábitos. "Eu acredito que há uma certa ignorância no sentido de não se informar. Pessoas que sabem dos riscos vão se respeitar e respeitar os outros porque sabem da importância. Todo mundo tem a ciência de que a pandemia não acabou, acho que trata-se mesmo de falta de informação e de respeito", diz ela.

O clínico geral, reumatologista e integrante da comissão interna de enfrentamento à covid-19 do Hospital de Caridade São Vicente de Paulo (HSV), José Celso Giordan Cavalcanti Sarinho, diz que a pandemia e os cuidados devem perdurar pelo menos até o final de 2021.

"A vacina já está se tornando realidade e em breve vai chegar, mas até que atinjamos o número suficiente de pessoas imunizadas para ter segurança, as medidas sanitárias precisam ser mantidas. Nos próximos meses, deve diminuir a quantidade de infectados e as coisas devem melhorar, mas enquanto existe a doença, existe o risco de contaminação", diz o médico que estima entre um ano e um ano e meio o período para a conclusão do processo de imunização da população.

NOS MERCADOS

Além dos flagrantes pelas ruas de pessoas em máscaras, é possível verificar que as regras de higienização nem sempre são cumpridas nos estabelecimentos. De acordo com a Vigilância Sanitária de Jundiaí, as fiscalizações são realizadas nas inspeções de licenciamento sanitário, inicial ou de renovação ou através de denúncias via telefone pelo número 156 ou pelo aplicativo da prefeitura.

No ano passado, a Divisão de Vigilância Sanitária de Jundiaí recebeu 53 denúncias oficiais contra supermercados e hipermercados, referentes ao descumprimento das normas sanitárias que visam conter a disseminação da covid-19.

Todos os estabelecimentos devem seguir o protocolo sanitário. Entre as orientações estão ações como:

• Determinar a lotação máxima do estabelecimento, considerando o parâmetro de um cliente por quinze metros quadrados para a área total de vendas;

• Disponibilizar, nas entradas do estabelecimento, informativo da capacidade máxima permitida de pessoas, de acordo com a restrição estabelecida;

• Controlar o acesso através de senhas em material passível de desinfecção a cada troca de usuário, durante todo horário de funcionamento do estabelecimento;

• Recomendar a entrada de apenas um membro por família para compras;

• Não autorizar a entrada de pessoas que não estejam utilizando máscara de proteção facial;

• Demarcar o piso na entrada do estabelecimento e nas áreas de atendimento e dos caixas, de modo a garantir o distanciamento mínimo de 1,5 metros entre os usuários nas filas;

• Higienizar, com álcool 70%, os carrinhos e cestas de compras, na entrada, na frente do consumidor.

(Nathália Sousa e
Daniela Fernandes)

 


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