Jundiaí

Chuva sem trégua castiga bairros que ficam alagados em Jundiaí

VERÃO Todo início de ano é marcado pelas chuvas que, para alguns é bem-vinda, mas para outros traz o receio da inundação e das perdas


DANIEL TEGON POLLI
Vanessa Timóteo teme, a cada chuva, uma tragédia em sua residência
Crédito: DANIEL TEGON POLLI

Em Jundiaí, em dois dias de chuvas intensas quem sofreu foram os moradores de alguns bairros, em especial do vetor Oeste, como o Jardim Novo Horizonte. O acúmulo de água foi de 158 mm da chuva nos últimos dias.

Segundo a Defesa Civil, ao todo 30 famílias na região foram atingidas pelas chuvas dos últimos dias na região, sendo que 20 tiveram perdas de móveis e outros bens e precisaram ser atendidas com cestas básicas, material de limpeza, colchões, cobertores e toalhas.

Muitos moradores do bairro, em especial da rua 8, uma da principais, tiveram que subir móveis diante o acúmulo de água que entrava nas casas. A moradora Vanessa Timóteo conta que a cada chuva surge o medo dos alagamentos.

"Chegando a chuva, eu tenho medo. Só neste ano é a segunda vez que entra água em casa. Aqui na rua alaga pelo menos um trecho de uns 100 metros. Desce água do Residencial Jundiaí pela vielas e inunda a rua na altura da canela. Entra água em casa, estraga carro que está na rua", relata.

Ela diz que os moradores, infelizmente, se acostumaram com a situação. "Tenho que colocar cadeira em cima da cama para não estragar. Já perdi móveis, colchão, minha máquina de lavar estragou. Teve uma vez que troquei os meus móveis do banheiro e choveu logo em seguida, perdi tudo, a água subiu pelo ralo e inundou o banheiro. Acho que se abrisse uma boca de lobo maior, dava conta de escorrer a água", conta Vanessa.

Ela teme perder até o portão quando chove forte. "Minha casa é dois cômodos e, se enche, não tenho nem para onde fugir, só para a rua."

Também moradora do Novo Horizonte, Josete Vicente Inácio conta que no terreno onde mora e também cria alguns animais não há mais inundações, apenas grandes poças que se formam no quintal.

"Quando chove assim a gente já vai virando as coisas para não ter perigo de dengue. Não deixo juntar água nos cacos. Tem problema que a gente mesmo pode evitar".

VOLUME

O Rio Acima também foi bastante afetado e as equipes da Defesa Civil informaram que a região afetada não possuía casas no entorno, apenas terrenos com vegetação, e a água também foi escoada.

O órgão informou que as equipes removeram lixo acumulado nas galerias da estrada municipal do Varjão. O total retirado é o equivalente para encher três caminhões de dejetos. Nesta quarta-feira (13) também foram realizados o hidrojateamento e inspeção das galerias, para verificação de eventuais necessidades de reparos e ampliações.

As equipes da Assistência e Desenvolvimento Social (UGADS) informam que estão em visita na região do Vetor Oeste para a verificação das necessidades.

A Defesa Civil pode ser contatada pelos telefones 199 ou 4586-0666 e orienta que em caso de fortes chuvas, ventos e descargas elétricas, as pessoas evitem sair de casa, desliguem aparelhos eletrônicos das tomadas e se estiverem no trânsito ou na rua busquem abrigo em locais seguros.

Segundo o Climatempo, site especializado em previsão do tempo, até amanhã (15) a chuvas de final de tarde continuam em todo o estado.


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