Jundiaí

Em Jundiaí, 7,9 mil alunos prestam prova do Enem

DIFERENTE A prova anual não foi feita em 2020, mas agora será realizada mesmo com a pandemia


DANIEL TEGON POLLI
Ana Lia Chiorlin Silva está segura para a prova, mesmo estudando on-line
Crédito: DANIEL TEGON POLLI

O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) foi adiado em 2020, por conta do coronavírus, mas mesmo com a piora dos casos este ano, milhares de estudantes terão que enfrentar o primeiro dia de prova presencial no próximo domingo (17). Em Jundiaí, segundo dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pela prova, 7.969 pessoas vão prestar o Enem neste ano, uma queda se comparado à edição de 2019, quando cerca de 10 mil alunos fizeram o exame no município.

A maratona de provas começou já no final do ano passado, com alguns vestibulares. Neste ano também já ocorreu as primeiras fases dos vestibulares da Unicamp, nos dias 6 e 7, e da USP, no dia 10, mas o Enem, para muitos, é a principal prova para o ingresso em uma universidade.

Segundo a coordenadora pedagógica de um cursinho de Jundiaí, Odete Anhalon, o estresse dos estudantes é comum em todos os anos. "Já existe uma ansiedade natural com o vestibular e com a covid piorou muito. Eles estão mais inseguros porque é diferente ter aula em casa e a maioria não se adaptou tão bem. Tentamos administrar essa ansiedade" diz a coordenadora.

Sobre o nível da prova, Odete aposta na facilidade. "A Unicamp e a Fuvest foram um pouquinho mais fáceis que em anos anteriores, mas assim a nota de corte também aumenta. Se está mais fácil, é mais fácil para todo mundo", explica.

Ana Lia Chiorlin Felix Silva, de 17 anos, tenta uma vaga em medicina ou química, e tem aproveitado os últimos dias antes da prova para fazer revisões.“Eu ainda estou estudando, meus professores passaram tópicos do que pode cair na prova. Quanto à segurança no Enem, eu estou tranquila, pois seguindo as medidas como o uso de máscaras, o distanciamento e o uso de álcool em gel, poderemos realizar a prova, evitando mais prejuízos dos alunos e das universidades”

A estudante prestou vestibulares, mas diz que vai fazer o Enem e tentar o Sistema de Seleção Unificada (Sisu). "Eu vou tentar o Sisu dependendo da minha nota. Não tenho preferência de universidade, prefiro alguma mais perto de Jundiaí, mas acho que todas universidades públicas do Brasil são muito boas."

Eduardo Costa, de 18 anos, tenta uma vaga em engenharia química e para ele os estudos irão parar quando as provas acabarem. "Tem sempre algo que precisa revisar, algum detalhe, então só vou parar em março, quando acabar tudo. Presto o Enem há dois anos e acho que o nível de dificuldade vai ser igual ao de outros anos porque se deixarem mais fácil também não avalia bem."

Para ele, a pandemia é um fator preocupante, já que o Enem dura horas e é realizado em ambiente fechado, com muitas pessoas. "Tenho muito receio, ainda mais no Enem com mais gente fazendo a prova do que os vestibulares. Eu sei que as salas vão ficar mais cheias. O adiamento que fizeram coincidiu com a pior fase da pandemia, mas também não tinha como prever. Fazer a prova agora tem dois lados, não vai atrasar tanto o ano letivo, mas não discordo que é arriscado."

O pedido de um novo adiamento para o Enem foi formalizado, mas barrado pela Justiça Federal, que julgou não ser necessário. A decisão versa que, caso uma cidade tenha elevado risco de contágio justificando medidas severas de restrição de circulação, caberá às autoridades locais impedirem a realização da prova. Se isso acontecer, o Inep terá que reaplicar o exame.

A segunda prova do Enem será realizada no dia 24 de janeiro. Para quem optou pela versão on-line as provas acontecem dia 31 de janeiro e 7 de fevereiro.

 


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