Jundiaí

Insumos encarecem preço dos hortifrútis na mesa do consumidor

SAFRA Segundo a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), mais de 70% dos fertilizantes usados hoje no Brasil são importados


JORNAL DE JUNDIAÍ
Benedito dos Santos diz que o aumento não espantou seus clientes
Crédito: JORNAL DE JUNDIAÍ

A alta no preço dos alimentos vai continuar pesando no bolso do consumidor. Além da inflação, o valor dos insumos tem feito os custo de frutas, legumes e verduras aumentarem, como é o caso do tomate e da batata que chegaram a aumentar em 10,46% a média da caixa e o preço refletiu no preço ao consumidor. No caso da batata-inglesa, a alta chegou a 7,29% no mês de dezembro, mas tem refletido este ano.

Segundo Renê Tomasetto, presidente da Associação Agrícola de Jundiaí, além dos impostos, a alta do dólar afeta diretamente no preço dos hortifruti. "O que temos acompanhado com os produtores é que, além dos impostos, o valor de itens como adubo e diesel tem feito o preço final das frutas e legumes subir. Os mais afetados são os agricultores que ganham menos e o consumidor que paga mais."

A valorização da moeda americana provocou um aumento dos combustíveis, já que seus valores são cotados em dólar, aumentando assim o preço da gasolina e do diesel que são utilizados nas máquinas e no transporte dos produtos. Segundo a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, cerca de 70% dos fertilizantes usados hoje no Brasil são importados.

IMPACTOS

Trabalhando no Entreposto Central de Abastecimento de Jundiaí (Ecaj) há 21 anos, Cristovão dos Santos diz que o aumento dos alimentos espantou o consumidor. "As pessoas continuam comprando, mas o que acontece é que diminuíram a quantidade de batatas. Mesmo com o valor alto do tomate, por exemplo, as pessoas não diminuíram nem a quantidade, elas reclamam, mas compram."

Para Ronaldo Martins de Souza, que trabalha no entreposto há 12 anos, é preciso repassar os reajustes. "Infelizmente não conseguimos absorver os aumentos. Quando o produto chega mais caro, a gente acaba tendo que repassar para o cliente. Eles reclamam, é do brasileiro reclamar, mas no final acabam comprando."

Outro fator que ajuda a encarecer os alimentos é a alta dos impostos. Com a medida anunciada pelo governador do Estado de São Paulo, João Doria (PSDB), o Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) ainda incidirá na composição dos preços de itens comuns à mesa dos brasileiros, como frutas, legumes e verduras.

A Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo publicou alguns ajustes que implicarão no aumento da ICMS para diversos setores e esses passarão a valer a partir de hoje (15). O governo prometeu alterações retirando itens, mas por enquanto nada foi publicado.

Serão centenas de setores impactados com o aumento do ICMS que chega a até 207% (veículos usados). Recentemente, o governo afirmou que iria revogar o aumento de medicamentos genéricos, alimentos e produtos agrícolas, contudo, até a véspera da entrada em vigor dos decretos, nada avia sido publicado alterando as mudanças.

Segundo a Associação Paulista de Supermercados (Apas), a decisão do governo paulista de suspender o aumento de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para alimentos é insuficiente para evitar o aumento nos preços destes produtos porque outros setores da cadeia continuarão com alíquotas mais altas.

O ICMS ainda incidirá na composição dos preços de itens comuns à mesa dos brasileiros, como frutas, legumes, verduras entre outros.

 


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