Jundiaí

Empreendedoras apostam em produtos naturais e artesanais

NEGÓCIOS Em 2020, o Brasil já possuía sete milhões de micro e pequenas empresas e 10,9 milhões de MEIs, que juntas são responsáveis por cerca de 30% do PIB


DANIEL TEGON POLLI
Luciana de Paula sonha em abrir sua própria loja para vender temperos
Crédito: DANIEL TEGON POLLI

O ramo dos pequenos negócios tem crescido nos últimos anos e durante a pandemia foi ainda mais potencializado. Em 2020 o Brasil já possuía mais de 17 milhões de pequenos negócios, sendo sete milhões de micro e pequenas empresas e 10,9 milhões de MEIs, que, juntos, representam 99% de todas as empresas do país e são responsáveis por cerca de 30% do PIB.

Dentro deste número esta a dona de casa Luciana Maria de Paula, que faz temperos naturais para aumentar a renda doméstica. Ela viu uma oportunidade no mercado e fez questão de investir.

"A ideia surgiu pensando na qualidade de vida das pessoas. Muitos clientes estão optando por alimentos naturais e sem química. A oferta de temperos nesse sentido não é tão grande, então decidimos trabalhar com isso. Nós temos temperos como o chimichurri, além de tempero para churrasco, peixes e saladas", conta.

O chimichurri, que até então era um molho tradicional na Argentina e Uruguai, caiu no gosto dos brasileiros e está cada vez mais presente nos churrascos. Há várias suposições para o nome, mas a mais plausível conta que um irlandês chamado Jimmy McCurry criou a receita e, como seu nome era de difícil pronúncia para os argentinos, eles passaram a chamá-lo de chimichurri.

ORIENTAÇÃO

A consultora de Negócios do Sebrae Jundiaí, Erika Miguel de Jesus, diz que é importante que se faça um planejamento independente do tamanho do negócio. "A gente sempre reforça que em qualquer área que a pessoa vai empreender, o ideal é que ela faça um planejamento. Antes mesmo de fazer um plano de negócios, é possível fazer uma modelagem através de plataformas, como o Canvas", orienta.

Outra dica da consultora é conhecer sempre o público-alvo, independente se começou ou ainda pensa começar a fazer algo. "Antes de tudo é importante conhecer quem é seu cliente, qual é o perfil dele, do que ele gosta e com isso saber quais canais de comunicação e venda chegar a ele".

Mesmo o negócio sendo pequeno, é possível apostar no uso de ferramentas para impulsionar as vendas. Muitos empreendedores utilizam as redes sociais para divulgar seus produtos e atrair novos clientes. Até a vendas são efetuadas através dessas plataformas.

É o caso de Tatiane Renata de Oliveira Ercolin que trabalha com a produção e venda de geleias artesanais.

"O principal canal que utilizo para vender meus produtos é a internet, principalmente as redes sociais que têm mais visualizações. Além do boca a boca é claro, que ainda é o melhor canal de divulgação dos meus produtos. Uma pessoa gosta, indica para outra e assim minha clientela vai crescendo".

Tatiane começou a empreender durante a pandemia e, apesar da crise, os frutos já estão sendo colhidos, ela vende em média 80 potes do produto.

Já Luciana vende uma média de 150 potes de temperos naturais por mês, mas espera voltar ao número de antes da pandemia, quando vendia em média 250 potes.

Apesar da praticidade das plataformas digitais, o desejo de Luciana é abrir sua própria loja para vender seus produtos. "Meu sonho é abrir uma loja para poder atender melhor os clientes. Para quem busca um produto natural e de qualidade aqui no Eloy Chaves tenha uma referência."


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