Jundiaí

Pandemia faz preço e perfil de imóveis mudarem

COMERCIAL Aumento da oferta de produtos movimenta mercado e dá margem para negociação


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Mercado de imóveis comerciais em Jundiaí tem mais oferta do que procura e dá margem para negociação
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Muitas empresas adotaram a modalidade home office durante a pandemia, outras fecharam suas portas ou tiveram que reduzir o número de funcionários. Com isso, houve uma mudança no perfil de quem procura por esses imóveis e os proprietários tiveram que se adaptar às mudanças para não perder a clientela.

O aumento da oferta de salas e prédios comerciais movimenta o mercado e dá margem para negociação entre inquilino e proprietário. É o que afirma José Pedro Mentem, vice-presidente do Grupo Imobiliárias da Associação de Empresas e Profissionais do Setor Imobiliário de Jundiaí e Região (Proempi).

"Jundiaí é um mercado que está com muita oferta de salas comerciais. Aliás, mais oferta do que procura e se o proprietário quiser alugar, ele vai ter que se adequar ao mercado. Se cobrar muito caro, o vizinho tem mais barato", reforça.

Mentem destaca também que há uma mudança no perfil de quem procura por imóveis comerciais. "O que está acontecendo na prática é uma migração de imóveis. A empresa que antes ocupava um andar inteiro para acomodar 15 funcionários, colocou 12 membros da equipe em home office e precisa de uma sala que acomode três pessoas. O mercado continua movimentado, mas devido essa readequação, está acontecendo uma reacomodação das empresas e isso reflete no mercado imobiliário."

Assim tem percebido a locatária de uma sala comercial, a corretora de seguros, Sonia Marabin Alabanez Moro, que mudou-se recentemente e teve mais facilidade para conseguir um espaço. "Com certeza está mais tranquilo encontrar imóvel agora. Há um ano e meio, quando eu fui para Jundiaí, pois também tenho uma corretora em Sorocaba, achei mais difícil alugar um imóvel, mas agora achei várias ofertas disponíveis. Eu me mudei porque eu não estava contente onde eu estava e pagava a mesma coisa que pago agora. Também estou em uma localização melhor agora", comenta.

Locador da sala onde a corretora de Sonia está instalada, Milton Santana Ferreira diz que a migração do IGP-M para o IPCA como índice de reajuste de aluguéis é uma tendência. "Todo mundo está negociando porque o IGP-M está muito alto e não tem como manter neste momento este reajuste. Eu acho que caminha para isso, para o reajuste pelo IPCA. O IGP-M fica muito à mercê da variação do câmbio. Acho que o caminho é este mesmo, migrar para o IPCA, que é um índice mais justo, do cotidiano."

REAJUSTE

Em recente entrevista ao Jornal de Jundiaí, José Pedro Mentem, vice presidente do Proempi, recomendou cautela, tanto por parte do inquilino quanto por parte do proprietário na hora de negociar o reajuste do aluguel. "Com raras exceções, há negociação entre as partes. A maioria dos proprietários está sensível à situação econômica dos inquilinos, principalmente com a crise causada pela pandemia. Claro que cada caso deve ser analisado separadamente, mas é importante se atentar ao mercado, é melhor negociar do que perder o inquilino e ter seu imóvel desocupado.

Segundo ele, é possível, por exemplo, aplicar o reajuste do aluguel por outros índices, como o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo)"

O IGP-M é utilizado como referência para a correção de valores de contratos, como os de aluguel de imóveis. Ele sofre uma influência considerável das oscilações do dólar, além das cotações internacionais de produtos primários, como as commodities e metais.

O ano de 2021 começou com o Índice Geral de Preços Mercado (IGPM) apresentando alta de 1,89% na primeira prévia de janeiro. De acordo com dados divulgados na última terça-feira (12), pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), o índice está um pouco acima do que foi registrado no mesmo período de dezembro de 2020, que ficou em 1,28%. Com este resultado, o IGPM acumula elevação de 1,89% no ano.


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