Jundiaí

Mais exigente que outros esportes, squash ajuda a aliviar o estresse

TEM RAQUETE, MAS NÃO É TÊNIS Praticado dentro de uma quadra fechada, a modalidade serve tanto para queimar calorias quanto aliviar a tensão


ARQUIVO PESSOAL
O médico João Mauro Giampietro pratica o squash há nove anos
Crédito: ARQUIVO PESSOAL

Apesar de se parecer com o tênis, o squash é uma prática totalmente diferente, que consiste em rebater a bola usando uma raquete, mas contra a parede. Inclusive, o nome surge pelo barulho que a bola faz ao ser esmagada (squash, em português). A forma de disputa pode ser um contra um ou entre duplas.

A prática já foi considerada a mais saudável do mundo pela revista Forbes. Alguns dos benefícios envolvem a melhora a capacidade cardiorrespiratória, a perder peso, a desenvolver coordenação, agilidade, mobilidade, flexibilidade e velocidade.

PRATICANTES FIÉIS

A característica que mais agrada os praticantes de squash é pelo fato de ajudar a perder peso de uma forma mais rápida. Pela dinâmica do esporte, o jogador precisa ter agilidade para rebater a bola, já que a mesma pega impulso com o impacto da parede.

Há nove anos, o médico especialista em medicina interna João Mauro Giampietro, de 42 anos, se apaixonou pelo squash meio sem querer. Praticando natação na academia, ele foi convidado para conhecer o esporte. "Daí para 'viciar' foi imediato. Poucos meses depois, comecei a fazer aula com o professor, para aprender as técnicas e, assim, melhorar meu jogo".

Giampietro contou que é uma prática que exige muito do corpo, sendo um dos motivos para continuar o treinamento. "O squash queima muitas calorias, mexe todos os músculos do corpo, melhora seu reflexo, e principalmente, desestressa. Você alivia toda sua tensão do trabalho dando uma raquetada forte na bolinha", disse o médico.

JOVENS TALENTOS

O squash ainda não é um esporte olímpico, mas possui vários campeonatos, como regional, estadual e até nacional.

Em Jundiaí, há um jovem atleta que busca o protagonismo na categoria. Ele se chama Vinicius Torres Berbel, tem 20 anos e está no terceiro ano em Educação Física na Universidade de São Paulo (USP) e atleta de squash há 13 anos.

O currículo do jovem é invejável. São mais de 60 premiações nacionais e internacionais e mais de cinco países e 15 estados conhecidos por conta do esporte. Vinícius já foi campeão sul-americano, três vezes campeão brasileiro (2011, 2013, 2019), nove vezes campeão do Circuito Brasileiro, duas vezes campeão do Brazil Junior Open de Squash, 3º lugar no Life Time King of Prussia e Medalha de Honra ao Mérito do Japi, prêmio dado pela Secretaria Municipal de Esportes de Jundiaí por conta do título Sul-Americano.

Berbel conta que sua aproximação com a modalidade aconteceu quando ele brincava na quadra de uma academia. "Meu pai estava na busca por um esporte para perder peso e encontrou o squash. Desde então, comecei a frequentar a academia junto com ele e sempre que podia eu brincava um pouco dentro da quadra, até que um dia resolvi começar a fazer aula e me apaixonei pelo esporte".

O atleta tem uma boa perspectiva para o esporte no Brasil, mas reconhece que falta um incentivo para os mais jovens. "Levar as pessoas a praticarem desde cedo é um excelente caminho para criar a paixão nelas ao esporte e formar também bons atletas com bons fundamentos. Todos os esportes de sucesso começam na base, e esse deve ser o futuro, investir nisso e na divulgação do esporte", afirmou o jogador.

TREINANDO NOVOS ATLETAS

Sérgio de Camargo Júnior tem 46 anos, é formado em Educação Física com pós-graduação em Treinamento Desportivo e é professor de squash há 25 anos. Ele ensina o esporte para João Mauro e Vinícius.

O professor explica que o squash é totalmente diferente do tênis, apesar de possuir bola e raquete. "O squash é um esporte indoor, ou seja, é praticado em um ambiente fechado, esse é um dos aspectos que diferenciam do tênis e também o que atraiu muitas pessoas para o esporte".

Ele não deixou de ressaltar o quão saudável é o squash, que ajuda a perder muitas calorias. "Meia hora de squash equivale a duas horas de tênis e, nesse tempo, é possível queimar mais de 600 calorias", falou Sérgio.


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