Jundiaí

Aulas começam em fevereiro e logística e adaptação preocupam

REDE MUNICIPAL As escolas preservarão o limite de até 35% do número de alunos de cada escola, com duas horas e meia por dia no mês de fevereiro


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As aulas terão ensino híbrido e vão priorizar atividades ao ar livre
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As aulas da rede municipal de ensino, previstas para começar dia 1º de fevereiro, terão ensino híbrido e vão priorizar atividades ao ar livre, seja no espaço da própria escola ou em outros espaços da cidade, como parques e jardins. O assunto ainda gera dúvidas por parte das famílias, que não sabem como as crianças irão se adaptar a esse novo modelo.

Segundo Vasti Marques, gestora de educação da Prefeitura de Jundiaí, cada escola definirá seu cronograma de atividades. "As aulas retornarão com foco no desenvolvimento do ensino híbrido, preconizando as atividades em áreas ao ar livre pelo projeto de desemparedamento da escola , seja no espaço da própria escola ou em equipamentos públicos que fazem parte da região. Cada unidade escolar definirá as atividades conforme a realidade da comunidade que atende, inclusive, respeitando os segmentos atendidos, com foco nos cuidados e proteção e desenvolvimento global, especialmente em áreas de vulnerabilidade."

De acordo com a Unidade de Gestão de Educação, as aulas serão retomadas com organização das turmas, com aulas em períodos intercalados entre presencial e remoto e preservando o limite de até 35% do número de alunos de cada escola, com duas horas e meia por dia durante o mês de fevereiro, havendo monitoramento semanal sobre o cenário.

Segundo a advogada Ellen de Sousa Pavese, que é mãe de aluno de uma escola municipal de Jundiaí, além da adaptação, a logística é um fator importante na decisão sobre o retorno às aulas. "Eu vou esperar um posicionamento oficial da escola, mas se eu tiver que mandar ele para a escola somente 2h30 por dia vai ficar inviável. Além do mais eu me preocupo também com a adaptação dele."

Ellen afirma ainda que o pouco tempo de permanência na escola vai atrapalhar. "É claro que o convívio com outras crianças é superimportante, mas o principal motivo de eu ter colocado ele na escola é que eu preciso trabalhar. Se fosse das 13h às 17h em dias ou semanas alternados, tudo bem, mas deixar ele na hora do almoço e ter que ir buscar pouco tempo depois fica inviável. É mais fácil eu não mandar ele para a escola e deixar o dia todo com a avó. Embora eu ache importante ele conviver com outras crianças."

Para a psicóloga Priscila Caroline Viotto da Silva, a rotina é importante no desenvolvimento da criança. "Criança realmente precisa de rotina, ter horários. Com esse novo modelo de ensino híbrido as crianças precisam mais ainda de horários estabelecidos e essa responsabilidade está diretamente ligada aos pais, que no dia a dia provavelmente terá mais impacto do que a educação escolar. É preciso ter cuidado com os efeitos que possa trazer para as crianças, como a falta de foco e empenho para o aprendizado, a falta de vontade em estudar, a organização do tempo para um bom aproveitamento das aulas tanto em casa quanto na escola. Além da falta do convívio social que a crianças precisam ter para o bom desenvolvimento como seres humanos"

Sobre as creches, Vasti afirma que cada escola irá preparar a adaptação voltada especialmente para a segurança das crianças. "Entre as crianças menores de três anos, a retomada de atividades será feita com base na realidade de cada unidade escolar, prezando pelo cuidado e segurança das crianças. Cada escola irá preparar a adaptação dos bebês com atividades ao ar livre para família e criança. As estratégias ficam a cargo de cada unidade, considerando os ambientes e possibilidades."


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