Jundiaí

Uso do PIX impulsiona vendas no comércio local

ECONOMIA O PIX é gratuito, disponível 24 horas e durante sete dias por semana, inclusive nos feriados


ALEXANDRE MARTINS
Helena Aparecida Rodrigues, proprietária do Brechó de Luxo
Crédito: ALEXANDRE MARTINS

Um dos mais novos serviços de pagamento criados no país, o PIX, foi projetado para substituir a Transferência Eletrônica Disponível (TED), o Documento de Ordem de Crédito (DOC) e boletos, mas agora tem sido usado pelos comerciantes para facilitar a vida dos clientes e assim atrair ainda mais este público.

Por ser gratuito, disponível 24 horas e durante sete dias por semana, até em feriados, os valores transferidos caem na conta do recebedor em questão de segundos e chega aos lojistas como uma forma de facilitar vendas, sendo possível realizar o pagamento por meio de QR codes, com o escaneamento da câmera do celular. Ele pode aceitar o pagamento de qualquer banco.

Para o proprietário de um brechó no Centro, Eder Gianini, de 33 anos, usar o PIX em seu estabelecimento tem sido a maneira para atrair a atenção da clientela. A adesão se deu pela facilidade de transferência e a isenção de taxas. "Antes nossos clientes tinham receio de fazer o depósito por causa das taxas e, como nossas peças eram baratas, não tinha como assumi-las. Desde que comecei a usar o PIX, minhas vendas aumentaram cerca de 60% pelo WhatsApp, além de atrair mais clientes", afirma.

Aos 53 anos, a comerciante Helena Aparecida Rodrigues aderiu ao PIX em seu comércio desde que o mesmo foi lançado. "Uso pela praticidade e para não pagar a taxa da maquininha. Ao invés de passar o cartão eu dou a opção de usar o PIX e o dinheiro cai na hora pra mim, além disso, também consigo pagar meus fornecedores", diz.

Helena afirma melhoras positivas que houve para seus clientes, pois agora ela pode fazer descontos em seus produtos satisfazendo a todos.

ESTÍMULO

Para receber ou realizar transferências com maior agilidade o portador do PIX pode inscrever até cinco "Chave PIX", que são formas de atalho que resumem os dados bancários e, assim, não é necessário informar nome, CPF, banco, agência e conta em cada transação.

As chaves podem ser o número do CPF, o e-mail, o telefone ou uma "chave aleatória" que cada instituição bancária pode gerar. O PIX não cobra tarifas de pessoas físicas e de empreendedores individuais. Segundo o Banco Central, apenas as instituições financeiras pagarão valores pela utilização do serviço. A cada 10 transações pelo PIX, será cobrado R$0,01 a cargo de recuperação de custos operacionais. Para pessoas jurídicas, os bancos poderão cobrar taxas menores ou até nulas.

Para o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Jundiaí (CDL) e do Sindicato do Comércio Varejista de Jundiaí e Região (Sincomércio), Edison Maltoni, ao estimular o uso do meio de pagamento instantâneo eletrônico, o PIX, o dinheiro é recebido na mesma hora, o que é bom para o comerciante. "Nossa expectativa é de que o uso do PIX se torne cada vez mais usual para o consumidor. O empresário pode traçar estratégias de precificação de vendas para estimular o uso desse meio de pagamento que o custo pode ser zero, ou relativamente menor do que o cobrado em outras operações, como cartão de débito ou boleto bancário".

O presidente da Associação Comercial e Empresarial de Jundiaí (ACE), Mark William Ormenese Monteiro, diz que é importante a inovação por parte dos comerciantes diante da crise. "A pandemia acelerou a digitalização do comércio e o consumidor gostou da conveniência e dos benefícios proporcionados pela tecnologia. O Pix é uma ferramenta muito prática e os consumidores estão aderindo cada vez mais à sua utilização."

Segundo ele, é importante que o comerciante acompanhe esta tendência e comece a oferecer esta ferramenta como forma de pagamento. "Esta forma de pagamento só irá trazer benefícios não só para o consumidor mas também para o empresário".


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