Jundiaí

Praça do Fórum continua sendo o 'point' das guloseimas e dos quitutes

Infinidade de produtos gastronômicos oferecidos pelas barracas chama a atenção de quem passa


ALEXANDRE MARTINS
Maria Helena Rastelli vende acarajé e tapioca em sua barraca
Crédito: ALEXANDRE MARTINS

Quem passa pela Praça Tibúrcio Estevam Siqueira, mais conhecida como Praça do Fórum, no Centro de Jundiaí, já reparou a infinidade de produtos gastronômicos oferecidos pelas barracas que há anos estão instaladas no espaço. Acarajés, doces caseiros e pastéis são feitos por pessoas que estão há um bom tempo no local e que todos os dias seguem firmes em suas barraquinhas.

Mesmo com a queda nas vendas por conta da pandemia, a comercialização desses "ícones" jundiaienses segue firme. Aos 65 anos, a comerciante Célia Maria de Oliveira permanece fiel ao espaço em que trabalha há 20 anos.

"Vendo balas de noiva (recheadas, de sabor e tradicionais), olho de sogra, olho de sogro com damasco, brigadeiros e entre outros doces. Com a chegada do covid-19 tive que diminuir minha produção. Deu uma queda nos negócios e a gente tá meio devagar, então tem que pensar um pouquinho antes de continuar", afirma.

Célia começou sua jornada trabalhando com artesanato nas feiras de shoppings e depois optou pela produção de doces caseiros. Ela teve dificuldades para colocar sua barraca de doces na Praça do Fórum em 1999, pois houve negativas para sua aquisição, só depois de um tempo garantiu sua vaga.

"Quando fui na entrevista para conseguir uma vaga, levei alguns doces para as pessoas que estavam lá. O diretor deixou eu fazer um teste na cozinha da casa logo após a entrevista e assim conquistei meu espaço."

Maria Helena Rastelli, de 72 anos, há oito anos vendendo acarajé, o tradicional quitute baiano, aponta para um problema que os trabalhadores da Praça do Fórum enfrentam todos os dias: a falta de banheiros. "Havia banheiros públicos porém foram retirados e o pessoal da feira depende da ajuda do comércio local para poder fazer suas necessidades", afirma.

Apesar da prefeitura arcar com as contas de água e luz, os trabalhadores precisam lidar diretamente com a CPFL e o DAE quando houver problemas. Além disso, há o perigo de furtos também, pois já foram furtados cabos de fiação elétrica e um microondas.

DIFICULDADES

Mesmo com a pandemia prejudicando suas vendas, Célia segue confiante e com esperanças, "diminuiu bastante o movimento da praça né, hoje eu ainda não vendi nada por exemplo. Mas a gente fica, a gente é teimoso, e se você não for teimoso, você não consegue nada, ficamos pela teimosia e pelo prazer de estar aqui", diz.

Maria, que antes trabalhava com pastel, conseguiu a barraca de acarajé com a antiga dona que também a ensinou a preparar o típico prato nordestino. Para ela, o período requer mais atenção. "A situação está ficando complicada. Essa pandemia acabou com a gente, mas nós estamos tocando, estamos levando, e jamais imaginaria viver uma situação dessas", comenta.

(Lucas Hideo)

 


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