Jundiaí

Autônomos da área de eventos se adaptam para manter clientela

NOVOS RUMOS Trabalhadores autônomos, que dependem de festas e grandes eventos, encontram saídas durante a pandemia e garantem seu sustento


ARQUIVO PESSOAL
Thaís Viviane Barbati Fonseca segue firme com suas caricaturas
Crédito: ARQUIVO PESSOAL

A pandemia trouxe dificuldades e incertezas para todos os trabalhadores, porém para os autônomos que dependem de festas e grandes eventos, a preocupação foi maior. Segundo o caricaturista e ilustrador Adalberto Francisco de Souza, conhecido como "Toquinho", muitos compromissos foram cancelados por conta da aglomeração e até que tudo se normalize tiveram que buscar outras alternativas de renda.

"Acho que o ano seria muito promissor, mas não foi ruim pois trabalhei de outras formas sem ter que mudar de ramo, continuei atendendo as ilustrações e tudo mais. Tive que cancelar muitos eventos porque a caricatura não seria mais prioridade", diz Toquinho.

Ele conta que aproveitou para explorar outras direções dentro do seu trabalho. Atendia festas ao vivo, feiras de negócios, ilustrações comerciais e artísticas, criações de rótulos para cervejas e outros. "Acho que isso me salvou. Como fiz meu nome em todas estas áreas, a pandemia interrompeu apenas uma parte do que eu fazia e ainda acabei fazendo outras coisas novas que não fazia antes", afirma.

Já para Kleber Ippolito, de 46 anos, que trabalha com descarregamento de cargas de caminhão e aos fins de semana trabalha com locação de brinquedos e decorações para festas e eventos, começou a locar seus objetos para as famílias que fazem festas em casa. "No início sentimos bem a queda dos trabalhos e também por causa da preocupação com o vírus, mas depois de um tempo os clientes antigos começaram a nos procurar para levar os brinquedos em suas casas", diz Ippolito que trabalha com sua esposa Mara Cristina.

A também desenhista e caricaturista Thaís Viviane Barbati Fonseca, mais conhecida como Thaz Desenhista, chegou a desmarcar mais de oito eventos com o início da quarentena e sentiu a queda no orçamento. "Consegui o auxílio, mas acabou. Agora recebo algumas doações de alimentos vindos de amigos", comenta.

Apesar das complicações, Thaz está conseguindo se adaptar fazendo caricaturas on-line para alguns clientes, em especial noivas, que geralmente são noivas que pretendem casar após a pandemia.

DECORAÇÕES

Um dos grandes trunfos das microempresárias Rosana Vieira e Isabelle Vieira, mãe e filha respectivamente, donas de uma empresa de balões, foi criar o que chamam pegue e monte. "Infelizmente vimos muitos colegas vendendo seus acervos, desistindo da profissão de decoradores e isso também passou pela nossa cabeça, mas não desistimos. Criar modelos para os pais fazerem nas festas de seus filhos foi importante para mantermos nossa renda", diz Isabelle.

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