Jundiaí

COLUNA DO MARTINELLI: Saudade, romantismo, lembranças e sentimentos


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Crédito: Reprodução/Internet

O Dia da Saudade é comemorado anualmente no Brasil a 30 de janeiro, o que ocorreu ontem. A palavra saudade é de origem latina, do vocábulo "solitatem", que quer dizer solidão. Mas em nosso país ela adquiriu um significado bem mais romântico.

Dispõe o Dicionário Aurélio que Saudade é Substantivo feminino. Lembrança nostálgica e, ao mesmo tempo, suave, de pessoas ou coisas distantes ou extintas, acompanhada do desejo de tornar a vê-las ou possuí-las; nostalgia.

E, como dizem que relembrar é viver, a saudade nos transporta para um tempo em que fomos mais felizes, trazendo, muitas vezes, lembranças doloridas como a ausência de entes queridos; a perda de pessoas que amamos ou estimamos e o rompimento de relações amorosas ou amistosas.

Mesmo nessas circunstâncias, há quem acredite que é necessário sentir saudade para renovar a chama. Talvez algumas pessoas, ao sentirem saudade, acabem reafirmando a existência e a veracidade do sentimento que possuem.

Este sentimento sempre foi tema de músicas, poemas, filmes e não há quem já não o tenha sentido. Efetivamente temos saudades de pessoas, de momentos, de situações e de lugares. Sentimos falta de tudo o que nos faz bem.

Charlie Chaplin, com muita propriedade, afirmou: “Sorri quando a dor te torturar e a saudade atormentar os teus dias tristonhos vazios”.

Luis Fernando Veríssimo escreveu: “não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar”. Vinícius de Moraes e Tom Jobim cantaram a saudade dizendo: “Chega de saudade, a realidade é que sem ela não há paz, não há beleza é só tristeza e a melancolia que não sai de mim, não sai de mim, não sai”.

Raul Seixas fez uma música “Hoje é o dia da saudade”: “Hoje é feriado é o dia da saudade /Hoje eu vou beber para celebrar /O aniversário de seu Gaspar /Deve ter festa em algum lugar...¨”E os sertanejos, são experts no tema: “por nossa senhora, meu sertão querido, vivo arrependido por ter deixado. Esta nova vida aqui na cidade, de tanta saudade, eu tenho chorado”.

Desejamos a todos um bom Dia da Saudade, mas repleto exclusivamente de boas lembranças.

JOÃO CARLOS JOSÉ MARTINELLI, é advogado, jornalista, escritor e professor da Faculdade de Direito do Centro Universitário Padre Anchieta de Jundiaí. Ex-presidente das Academias Jundiaienses de Letras e de Letras Jurídicas ([email protected])


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