Jundiaí

Escrever não é mais privilégio de ninguém

CRIATIVA Práticas inovadoras têm sido cada vez mais procuradas por diversos profissionais


ALEXANDRE MARTINS
Gustavo Diniz de Faria afirma com convicção que "Os textos são, no fim das contas, nós mesmos"
Crédito: ALEXANDRE MARTINS

Escrever de forma criativa significa produzir um texto original e interessante, capaz de prender a atenção do leitor e o surpreender. Apesar de ser mais comum em poemas, crônicas, contos e romances, a escrita criativa tem sido usada por muitos profissionais de diferentes áreas, não necessariamente movidos pela literatura.

O diretor da produtora Locomotiva e do espaço cultural Casa Amarela, Gustavo Diniz de Faria, ministrou um curso sobre escrita criativa em dezembro de 2020 e fala sobre seus benefícios. "A prática da escrita, assim como a leitura, é transformadora. A linguagem verbal é fundamental para o raciocínio, para a expressão e para a criatividade estética", afirma Gustavo.

A prática da escrita deve ser valorizada em todas as dimensões. "Para além da escrita escolar e profissional, precisamos valorizá-la."

Segundo o educador, os cursos de Escrita Criativa costumam reunir amadores, aspirantes e curiosos. "É comum encontrarmos escritoras e escritores eventuais egressos do jornalismo e educação, além de jovens", conta Diniz.

Além de auxiliar na construção e transmissão de ideias, a prática permite desenvolver melhor a leitura e concentração. Esse tipo de exercício contribui para a vida profissional e pessoal, como aponta o produtor. "O domínio da linguagem traz benefícios imediatos como também abrangentes. É através da língua que compreendemos o mundo e também contribuímos com ele. Acredito que devemos reafirmar a atividade escrita e leitora como formação essencial e cotidiana."

"Uma sociedade que só produz e não se compreende e não dialoga nem conta suas histórias interessa a quem?, pergunta Diniz. "Os textos são, no fim das contas, nós mesmos", diz.


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