Jundiaí

Ciclistas convivem com falta de estrutura nas vias rurais


ARQUIVO PESSOAL
Grupo de ciclismo Magrela's Ride se preparando para o passeio noturno nas rotas rurais da cidade
Crédito: ARQUIVO PESSOAL

Em Jundiaí, existem diversas rotas e trilhas rurais para quem gosta de pedalar, que vão desde visitas a belas cachoeiras da Serra do Japi à viagens para cidades próximas. Porém, a falta de estrutura e de segurança das rotas, além dos problemas frequentes que os ciclistas enfrentam, dificultam o acesso e a prática desse esporte.

Carlos Bruno de Macedo Fontes, de 40 anos, um dos organizadores do grupo de ciclismo "Magrela's Ride" de Jundiaí, alerta sobre os perigos dos trajetos rurais que vão além de pneus furados e correntes rompidas. "Sinto falta das ciclovias na cidade para facilitar e melhorar a segurança de acesso até as rotas, nosso grupo por exemplo, tem que andar nas rodovias juntamente com veículos e também temos percebido um aumento do índice de roubo a ciclistas", afirma.

O grupo possui em média 80 ciclistas por passeio. E reforçam que o uso de equipamentos de segurança (capacetes, luvas, lanternas, faróis) são fundamentais e indispensáveis. Em relação ao covid-19, o grupo começou a usar máscaras nas paradas e a realizar manutenção de distanciamento de acordo com recomendações governamentais.

Eric de Sousa Vieira, de 34 anos e integrante da equipe de ciclismo "Lokomotiva do Japi", aponta a falta de estrutura (banheiros e lixeiras) para visitação de pontos como cachoeiras e cumes da serra. Além da falta de indicação de pontos para consumo de água potável.

Em março deste ano, está previsto o lançamento oficial das Rotas do Cicloturismo de Louveira, em comemoração ao aniversário da cidade, que recebe em torno de 1.500 a 2 mil ciclistas por final de semana. O trajeto se concentra em áreas rurais que atraem muitos atletas desta região, inclusive em Jundiaí, que irá participar de uma rota regional do Circuito das Frutas ainda neste ano.

Eduardo Sona, chefe da Divisão de Turismo da Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Louveira, diz que serão implantadas em todas as rotas pontos de apoio com estações de manutenção das bicicletas e contará com o apoio dos serviços de saúde e segurança do município, além de diversas placas indicativas com números de emergência.

Na estação de trem de Louveira, ponto de partida e chegada dos ciclistas, Eduardo afirma que receberá todos os cuidados e equipamentos necessários dentro do protocolo de segurança, como álcool em gel, alertas para o uso de máscaras e higienização do espaço.

Em relação à segurança nas vias de Jundiaí, Eric conta com a presença das entidades públicas, "a guarda florestal realiza um excelente trabalho, estão sempre em patrulha e orientando quanto a segurança do local", conta.

Já para Julia Lago Fontes, de 39 anos e integrante do Magrela's Ride, as idas em grupo garantem a segurança de todos, porém a falta de sinalização se torna um grande problema, "temos que ir com pessoas que conhecem o caminho, senão, não dá pra fazer o passeio", comenta.

Com o aumento de adeptos ao esporte, Carlos espera que o poder público veja o ciclismo em Jundiaí como uma grande oportunidade de desenvolvimento em mobilidade urbana, "a cidade tem crescido muito e as ciclovias são uma alternativa extremamente viável e barata de mobilidade urbana e também tem um potencial incrível para fomentar e desenvolver o turismo rural na cidade", diz.

A Prefeitura de Jundiaí afirmou que o projeto em parceria com o Consórcio do Circuito das Frutas não prevê a implantação de ciclovias, mas que irá priorizar estradas rurais.

(Lucas Hideo)


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