Jundiaí

Fãs vão se reunir no WhatsApp para a final do Super Bowl

BOLA OVAL Febre nos Estados Unidos, brasileiros acompanham o 'football' de suas casas, sendo a principal atração o Super Bowl, a final da NFL


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Fábio Duarte Rafael já foi assistir a um jogo do Dolphins em Miami
Crédito: ARQUIVO PESSOAL

A paixão pelo futebol americano não está apenas nos Estados Unidos. Aqui no Brasil, há muitos torcedores fanáticos pelos times que jogam a National Football League, a NFL, principal liga da modalidade no país. A duas semanas da final do Super Bowl, jundiaienses vão se reunir em grupos de WhatsApp para torcer e assistir à final, respeitando a pandemia.

Fábio Duarte Rafael é engenheiro civil e tem 57 anos. Desde criança é apaixonado por todo tipo de esporte. Ele afirma que conheceu o futebol americano pela televisão, principalmente por ser uma das modalidades que assistia pela televisão. "Quando eu era mais novo, não tinham tantas informações e transmissões de jogos de futebol americano, mas na medida do possível procurava ver, pois achava algo diferente dos esportes praticados aqui no Brasil".

Duarte é ex-jogador de futebol de salão, defendeu por anos a seleção de Jundiaí e vários clubes da cidade. Mesmo jogando com a bola no pé, prefere assistir à bola oval.

O engenheiro civil torce para o Miami Dolphins. A influência foi de um primo que mora na cidade há mais de 20 anos.

A primeira e única vez que Fábio foi ao estádio do Dolphins, o Sun Life Stadium, foi marcante para o torcedor. "Estive várias vezes nos Estados Unidos e, como amante de esportes, já assisti basquete, beisebol e o futebol americano. No estádio do Miami estive somente uma vez, mas me encantei com a organização, acomodação e com a beleza do evento, é algo imperdível para os apreciadores do esporte."

Ele comentou o convívio das torcidas nos estádios, afirmando que são respeitosos com os rivais. "É maravilhoso o convívio nos estádios e ginásios e, mesmo nos arredores, nos finais de partidas, vi torcedor perdedor parabenizar um torcedor vencedor pela exibição do seu time, algo impossível de acontecer por aqui. Digo isso em relação a qualquer esporte por lá", disse.

TORCEDOR E COACH

João Marcos Soares da Silva tem 30 anos e é Head Coach do Ocelots Futebol Americano, time da categoria em Jundiaí. Também pela TV, ele descobriu a NFL e acabou gostando do esporte. "Comecei a acompanhar (o campeonato) e descobri que em Jundiaí existia um time, o Ocelots, e acabei entrando para o time."

O time do coração de Soares é o Baltimore Ravens, devido a um jogador chamado Ray Lewis, que foi duas vezes campeão do Super Bowl. "A intensidade e a dedicação dele me cativou, junto com a história do time e suas cores", declarou o treinador.

Pela experiência em comandar o Ocelots, João Marcos disse que o football (o nome em inglês do futebol americano) é um esporte inclusivo porque há atletas que não tem um perfil atlético. "Por isso, creio que ele tenha tido tanta adesão de praticantes nos últimos anos, vale lembrar que o Brasil é o terceiro maior mercado consumidor do futebol americano, perdendo apenas para Estados Unidos e México".

Com a TV a cabo presente na vida de muitos, acompanhar a NFL nunca foi tão fácil. O coach contou que, antigamente, para assistir ao campeonato, era necessário acessar a internet. "Nos últimos anos é mais fácil, devido à grande quantidade de transmissões e serviços de stream, mas no começo tinha que torcer para o jogo do time ser transmitido pela emissora ou então ficar no Twitter vendo as atualizações de resultados e play-by-play do jogo."

SUPER BOWL

O campeonato, que completou 100 anos em 2020, continua a atrair fãs do esporte pelo mundo inteiro. O evento mais esperado do ano é o Super Bowl, a grande final da NFL, que conta com um grande show no intervalo comandado por grandes artistas, como Katy Perry, Bruno Mars, Beyoncé, entre outros que já participaram. A decisão deste ano será entre Tampa Bay Buccaneers e Kansas City Chiefs.

Infelizmente, Fábio nunca viu o Miami Dolphins na decisão, pois o time nunca a alcançou. Diferente de João Marcos, que assistia à atração com os jogadores do Ocelots. "Nos últimos anos, eu e o resto da equipe do Ocelots nos reuníamos em algum barzinho ou pub para assistir ao Super Bowl juntos, assim podendo comentar e torcer. Porém, devido à pandemia, este ano o jeito será assistir ao jogo sozinho em casa com alguma porções, bebidas e muitos comentários no grupo do time no WhatsApp."

A decisão que marcou o treinador da equipe de Jundiaí foi quando o Baltimore Ravens conquistou o título em 2013. "Eles venceram os San Francisco 49ers por 34 a 31. Como torcedor do Ravens, foi incrível ver a vitória do meu time após aquela campanha incrível na pós-temporada", relembrou.


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