Jundiaí

Documentos do IR devem estar em ordem para evitar 'malha fina'

ORGANIZAÇÃO A Receita Federal ainda não liberou datas ou informações sobre a declaração, mas a organização é fundamental neste período


ALEXANDRE MARTINS
José Carlos Rodrigues dá dicas para se organizar melhor antes do prazo
Crédito: ALEXANDRE MARTINS

Entre as preocupações do contribuinte para este ano atípico está a declaração do Imposto de Renda (IR). Para quem for declarar este ano, o mais importante, segundo especialistas, é reunir toda a documentação antecipadamente para evitar cair na malha fina.

Segundo o contador e sócio-diretor da PJC Pró Jurídico Contabilidade, José Carlos Rodrigues, é importante se organizar antecipadamente. O sucesso para a entrega da declaração do imposto de renda no prazo dependerá da organização prévia do declarante.

"O simples fato de antecipar e não deixar para última hora, além do risco do atraso na entrega, poderá representar pagamento de mais impostos ou deixar de economizar valores por falta desta simples organização. A falta de tempo poderá acarretar erros ou inexatidão nas informações. A consequência disso é a temida malha fina", explica.

Rodrigues alerta que a Receita Federal ainda não divulgou instruções ou prazo e nem mesmo o programa gerador das declarações. Os contribuintes já podem dar início a coleta de documentos e informações para se planejarem. "Só isso já poderá representar uma importante economia tributária ou mesmo não gerar dissabores com multas pelo atraso na entrega ou dados imprecisos. Desta forma, assim que a Receita Federal disponibilizar o programa gerador e instruções, o contribuinte organizado já poderá preencher com tempo adequado a sua declaração e enviá-la. Isso, por si só já trará benefícios como, receber a restituição do imposto quando for o caso, já nos primeiros lotes de restituição", informa.

MODIFICAÇÕES

José Carlos Rodrigues diz que, mesmo que a Receita Federal promova alguma modificação no programa gerador, não trará impacto negativo ao declarante organizado. "A reunião de documentos para elaboração da declaração é uma das fases mais importantes para uma boa prestação de contas com o fisco".

Tradicionalmente o período para envio da declaração inicia-se no dia 1º de março e finaliza no dia 30 de abril. Em 2020, por conta da pandemia, houve uma excepcionalidade na entrega que se estendeu até o final de junho. "Este ano é provável que a Receita volte aos prazos tradicionais, até porque ano passado foi uma surpresa a todos a paralisação das atividades e obviamente a dificuldade em obter documentos e informações, fato muito evidente. Já agora todos estão de certa forma adaptados a esta nova realidade", afirma o contador.

Entre as maiores vantagens de se antecipar, destacam-se as restituições nos primeiros lotes. A maior probabilidade de não cair na malha fina, a economia de impostos com planejamento tributário, poder de retificar a declaração dentro do prazo e ainda a possibilidade de uma revisão criteriosa por um profissional qualificado. "Cada contribuinte é único e sua declaração poderá ser mais simples ou complexa a medida que tenham várias operações sujeitas a tributação. Esta organização, em reunir todos os documentos e demais dados para elaboração da declaração antecipadamente, possibilita ao declarante simular qual é a melhor forma de entregar."

MEI

Muitos trabalhadores tornaram-se Microempreendedores Individuais (MEI) em época de pandemia e precisaram abrir suas próprias empresas. Isso gera algumas dúvidas na hora da declaração. A Receita ainda não divulgou as informações ou regras para os contribuintes, mas Rodrigues explica que, assim como um declarante normal, os microempreendedores também precisam declarar o imposto, dependendo do rendimento.

"O MEI terá que declarar como MEI, igualmente qualquer outro proprietário de empresa. Mas, cada caso é único e deve ser avaliado separadamente", explica Rodrigues.

O importante é não se desesperar e, em caso de dúvidas, procurar um profissional da área. "A maioria das pessoas, principalmente se forem iniciantes, não tem afinidade com o IR ou as leis tributárias. Por isso acabam fazendo errado, caindo na malha fina", declara.

 


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