Jundiaí

Região do Anhangabaú sofre com as quedas constantes de energia

PREJUÍZO As oscilações e apagões constantes de energia têm preocupado moradores e comerciantes do bairro, mas CPFL alega ventos fortes


ALEXANDRE MARTINS
Bianca Tomé se preocupou com os alimentos guardados nas geladeiras
Crédito: ALEXANDRE MARTINS

Os moradores e comerciantes do Anhangabaú têm sofrido com as quedas constantes de energia elétrica. Quedas que têm causado prejuízos financeiros, em especial para quem utiliza refrigeração em seus produtos.

O episódio mais recente foi nesta terça-feira quando ocorreu um apagão no bairro iniciado por oscilações durante curtos períodos de tempo, trazendo incertezas e atrapalhando o cotidiano de moradores e comerciantes. A CPFL Piratininga alega que as quedas foram causadas por fortes ventos na região.

A comerciante Bianca Tomé, de 24 anos, disse que a oscilação de energia começou por volta das 17h da tarde. Com isso, eles tiveram que retirar tudo da tomada, em especial os aparelhos eletrônicos, os balcões e as geladeiras. Por volta de 18h a energia acabou de vez.

"Atendemos os clientes até quando dava porque fiquei com medo de queimar as coisas e chegamos a trabalhar no escuro para garantir o máximo que pudermos do dia", comenta.

O analista de sistemas, Cloter Gonçalves Barrios Jr, de 34 anos, precisou parar de trabalhar enquanto fazia home office e desligou todos os eletrônicos da casa, com receio de queimarem. As oscilações, segundo ele, ocorria a cada cinco minutos.

"Normalmente eu trabalho até as 18h, mas tive que parar às 16h e como estava oscilando num período muito curto, não deu tempo de reativar a internet", afirma.

Leandro Hermann, de 29 anos, dono de um empório, comenta que ligou para a CPFL e obteve como resposta que a energia voltaria por volta de 21h30.

"O que preocupou foram as oscilações de energia mesmo, que foram muitas vezes, nem deu pra contar. Quase queimou as luzes da geladeira e temos muitos alimentos guardados", diz.

Segundo Hermann, as pessoas do bairro ficaram assustadas e foram até o Empório para conversar sobre a situação e comentou que não houve chuvas e nem ventanias, por isso a preocupação. "Ficamos com medo de sermos roubados e de perder os alimentos, mas graças a deus, no final não foi tão sério assim", comenta.

A moradora Regina Dutra espera por reparos urgentes na fiação, pois constantemente há falta de energia no bairro. "Há sempre estouros e incêndios dos postes que passam os cabos. Tenho uma amiga que faz uso de oxigênio direto e essa sim ficou desesperada", comenta.

OUTROS PONTOS

A síndica de um dos prédios do bairro, Daniella Domingues da Silva, informou que por volta das 17h50 o condomínio ficou sem energia e os moradores não foram comunicados do que estava acontecendo. Uma hora depois um dos moradores recebeu uma mensagem pelo celular da própria CPFL dizendo que a energia seria restabelecida às 21h35, mas não foi o que aconteceu.

"A empresa que faz segurança também fez contato com a CPFL pedindo informações porque temos geradores que mantêm o sistema eletrônico em funcionamento e ele foi prejudicado pelos picos de energia. Os dois elevadores foram travados, inclusive com moradores presos. Ficamos com dificuldade de falar com a própria empresa de segurança, quer dizer, foi um transtorno porque aconteceu durante o horário de pico", lamenta.

Os faróis da avenida 9 de julho também apagaram até umas 22h, pegando o horário de pico do trânsito.

A CPFL Piratininga informou que registraram uma interrupção no fornecimento de energia para parte dos clientes da cidade, após fortes ventos atingirem a cidade de Jundiaí. A empresa reforçou as equipes de campo e restabeleceu o fornecimento para todos os clientes com a maior agilidade possível.


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