Jundiaí

Final de semana ajuda, mas ainda não é o ideal

RESTAURANTES A flexibilização é um passo a mais, mas a abertura com horário estendido seria mais vantajoso


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Geraldo Gilberto Silva, da Cantina Verace, já se prepara para a abertura
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A partir deste sábado (6), Jundiaí, assim como as outras regiões do estado que estão na Fase Laranja, terá permissão para que comércios e serviços não essenciais funcionem aos finais de semana. Mesmo com a abertura, as regras são as mesmas dos dias de semana, ou seja, atendimento limitado a 40% da capacidade do estabelecimento, por até oito horas diárias no período de 6h às 20h.

Regras que ajudam, mas não aliviam os comerciantes que precisam do horário mais estendido para que os clientes voltem a frequentar os estabelecimentos.

Segundo os donos de restaurantes, bastante prejudicados pela Fase Vermelha, a mudança anunciada ontem foi um avanço, mas a permissão para funcionarem à noite seria o ideal, já que muitas pessoas procuram estes estabelecimentos no período.

A gerente de um restaurante, Denise Marques diz que, por ter um cardápio mais sofisticado, não consegue entregar todos os pratos. "Nossa aderência do delivery foi muito baixa porque a gente não pode disponibilizar o menu todo neste sistema. Poder abrir aos finais de semana ajuda, mas essa questão de fechar às 20h é complicado. O ideal seria se pudéssemos funcionar à noite também."

Denise diz que o corte de pessoal na pandemia chegou a 80% e ainda assim é difícil manter as portas abertas. "Tem muito restaurante que já fechou e alguns ainda vão fechar. Tivemos que praticar promoções para não perder mercadoria. No nosso caso, é comum os clientes jantarem porque não temos uma cozinha executiva."

O proprietário da Cantina e Pizzaria Veracce, Geraldo Gilberto Silva, diz que vai aderir à mudança logo no sábado. "Abriremos sábado e domingo para o almoço. À noite estamos atuando só com delivery porque fica inviável abrirmos. Até abro a casa às 19h, mas aviso que às 20h preciso fechar. Isso prejudica. O nosso maior faturamento é noturno e o melhor dia para nós é o sábado à noite. O almoço não é o principal", diz ele que, apesar de fechar vários meses no vermelho, conseguiu manter os empregos nas unidades com o delivery.

Mais acostumado com as entregas, Rafael Zochetti, dono de uma hamburgueria, fala que seu público se habituou ao delivery. "Antes da pandemia nosso faturamento era de 60% do salão e 40% de delivery. No mês passado fechamos com 80% do faturamento neste sistema. Acho que as pessoas se acostumaram às entregas e vamos mantê-la."

O salão é aberto das 18h às 20h, mas as entregas prosseguem até mais tarde. "A retirada tem funcionado bem. Temos um cardápio on-line. Abrir aos finais de semana ajuda, mas seria bom voltar ao horário da Fase Amarela até as 22h."

REGRAS

Com a atual Fase Laranja é proibido o consumo local em bares e a venda de bebidas alcoólicas em lojas de conveniência antes das 6h ou após as 20h. O governo de São Paulo também anunciou um pacote para apoiar os empreendedores, com liberação de R$ 125 milhões de crédito.

O estado todo, independente da fase no Plano SP, estava na Vermelha todos os dias entre as 20h e as 6h e aos finais de semana. A mudança, anunciada ontem (3) pelo governador João Doria, altera a regra apenas aos finais de semana, segundo ele, devido à melhora nos indicadores de saúde das regiões em Fase Laranja. Uma nova classificação do estado está prevista para a sexta-feira (5).

OUTROS SETORES

Os shoppings de Jundiaí, que também funcionam aos sábados e domingos, abrirão neste final de semana. O horário das lojas será das 12h às 20h de segunda a sábado e das 14h às 20h aos domingos. As praças de alimentação, por sua vez, funcionam todos os dias das 12h às 20h. Serviços de delivery continuam funcionando normalmente em ambos os shoppings fora do horário permitido para a abertura dos estabelecimentos.

Para o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Jundiaí e Região (Sincomercio) e da Câmara de Dirigentes Lojistas de Jundiaí (CDL), Edison Maltoni, o pacote de ajuda aos empreendedores é necessário para os setores mais impactados pela pandemia e atende parte das nossas reivindicações. "Nós seguiremos cobrando por esse apoio aos empresários."


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