Jundiaí

Queda na venda de fantasias já chega a 60%

CARNAVAL Devido à pandemia, a festa não acontece nas ruas e os lojistas já sentem o prejuízo da época


ALEXANDRE MARTINS
Natália Santos Pexoto conta que as crianças procuram fantasias para a folia
Crédito: ALEXANDRE MARTINS

O cancelamento das festividades de Carnaval não atrapalhou apenas quem trabalha durante os desfiles. O prejuízo é sentido na pele por quem vende fantasias temáticas. De acordo com os proprietários, as vendas tiveram uma queda entre 60 e 95% em comparação ao mesmo período do ano passado.

De acordo com a proprietária de uma loja de fantasias na Vila Arens, Renata Capitani, 48 anos, a procura pelos itens diminuiu muito. Em um ano normal, a procura por acessórios e roupas seria grande. "Este ano por causa da pandemia está bem diferente. Normalmente, as vendas estariam aquecidas nesta época, mas mesmo com a queda, desde o último final de semana, temos procura de fantasias infantis e acessórios para adultos", afirma.

Renata revela que o público que procura os itens são amantes de Carnaval e, mesmo em casa, sempre gostam de estar vestidos. "As pessoas querem brincar em casa ou nas chácaras com a família. Quem gosta de Carnaval quer curtir, mesmo que não seja na rua ou em algum clube, mas brincando em casa. As pessoas que gostam mesmo da folia não deixam passar", afirma.

Os acessórios podem ser encontrados a partir de R$9,90. "Investindo pouco dinheiro o folião consegue um item colorido e cheio de brilho para curtir a festa. Já as fantasias infantis podem ser encontradas a partir de R$59,90", conta Renata.

Segundo Natália Santos Pexoto, que trabalha na loja de fantasias, os itens mais procurados não são fantasias completas e sim acessórios. "Está tendo saída de cocares, máscaras, confetes, tintas para o cabelo e maquiagem. É mais a parte de acessórios para adultos. Já as crianças procuram fantasias leves e coloridas. Muitas escolas vão fazer festas para os alunos, mesmo on-line", afirma.

A situação é ainda pior para a proprietária de uma loja do Centro, Patrícia Talin. Ela conta que as vendas caíram 95% em relação ao ano passado. "Infelizmente não estamos vendendo nada devido a pandemia. O mundo vive um momento difícil e festas não podem acontecer, por isso, não teremos folia nas ruas, clubes ou salões. Mesmo assim, abastecemos a loja com novidades que sempre vendemos nesta época", afirma.

Patrícia acredita que festas em chácaras, casas de família e até condomínios provavelmente vão acontecer e é isso que movimentará as vendas em lojas do ramo. "Ainda não começamos a vender. Nada que aqueça e gere lucro para a loja, porém eu sempre confiei e desta vez não foi diferente", afirma.

A proprietária conta que comprou muitos itens para abastecer a loja. "Ela está linda. As lojas estão sortidas de artigos de Carnaval com muitas novidades de roupas, acessórios e artigos de decoração como máscaras gigantes e cheias de brilho", conta.

O itens para aproveitar a folia em casa podem ser comprados a partir de R$ 8,99.


Galeria de Fotos


Notícias relevantes: