Jundiaí

Doenças se agravam com mudança intensa de clima

RESPIRATÓRIA O clima influencia diretamente na saúde de pessoas com sinusite, bronquite e asma


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A corretora de imóveis Sue Ellen Raminelli precisa fazer inalação no filho Enzo nas crises de bronquite
Crédito: ARQUIVO PESSOAL

O início do outono é dia 20 de março, mas uma frente fria que começou no último fim de semana fez com que a temperatura caísse durante a noite em Jundiaí. E justamente essa variação brusca de clima faz com que o índice de problemas respiratórios como sinusite, bronquite e asma aumente.

Em janeiro de 2021, somente no Hospital Universitário (HU), 48 crianças com sinusite e bronquite foram atendidos. No mesmo período, em 2020, este número foi de 82 casos. A queda provavelmente acontece porque os pais, com medo do coronavírus, deixaram de procurar atendimento nas crises das crianças. O HU ainda informa que desde outubro de 2020, foram realizados 204 atendimentos em crianças com crises de bronquite e sinusite.

Já no Hospital São Vicente a situação é um pouco diferente pois geralmente os sintomas de sinusite e bronquite se assemelham aos de covid-19. Por isso, todos os pacientes que chegam com esses sintomas são tratados como suspeita de covid e o descarte é feito após a conclusão dos testes. Por conta desse cenário, é importante ressaltar que os atendimentos de pacientes com síndromes gripais no HSV aumentaram muito em janeiro de 2021, comparado ao mesmo período do ano passado, pois não havia casos de coronavírus no início de 2020. Em janeiro de 2020, foram atendidos 801 pacientes, já em 2021, foram 3.226. Até hoje, em fevereiro, já foram atendidos 902 pacientes.

Para os pais, a melhor medicação é a prevenção. A corretora de imóveis Sue Ellen Raminelli passa por essa situação em casa com o filho Enzo Raminelli Carvalho, de sete anos, que tem bronquite. "Durante o dia ele fica bem, mas o problema é a noite. O nariz dele tampa e tem dificuldades para dormir, pois acaba se mexendo bastante e não dorme direito. Quando a bronquite ataca, ele sente bastante falta de ar, canseira e tosse", conta.

A mãe conta que para amenizar as crises, Enzo costuma fazer inalação em casa. "Depois que ele começou a fazer natação as crises diminuíram muito. Além disso, ele toma um remédio por indicação médica", explica.

Cecilia Manhãis França também sofre em casa quando a temperatura cai de um dia para o outro. Os dois filhos Victor Manhãis França, 14 anos e Laura Manhãis França, 5 anos, têm asma. Victor além de tudo, tem sinusite. "Quando o clima muda bruscamente a Laura entra em crise de tosse e o Victor também, mas ultimamente ele tem apresentado poucas crises. Segundo o médico dele, após os 15 anos as crises se tornam menos frequentes. Usávamos muito o inalador quando eram menores, agora somente o umidificador de ar ajuda bastante", afirma a mãe.

DICAS

A diretora técnica do Hospital Universitário, Ana Paula Felgueiras, dá dicas para prevenir as doenças respiratórias agudas, se tratando de doenças infeccionas. "É fundamental manter a hidratação das mucosas nasais por lavagem com soro fisiológico. Hidratação via oral, ou seja, tomar muita água é muito importante. Além disso, ter uma boa alimentação ajuda a manter uma imunidade eficiente para combater esses processos gripais", explica.

Para quem já apresenta essas doenças como sinusite e bronquite, a orientação é manter acompanhamento e tratamentos indicados com medicamentos para evitar agravamento da situação. "Além disso, inalação e umidificadores de ar também ajudam. Qualquer sinal de desconforto respiratório, falta de ar, cansaço, sinais de febre, aumento de freqüência respiratória ou um estado geral comprometido como palidez e falta de apetite é necessária uma avaliação médica", explica.


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