Jundiaí

Consumo de carne pode ser reduzido aos poucos e sem apuros

Flexitarianismo é o tipo de dieta que incentiva a redução no consumo de produtos de origem animal


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Tatiane confessa que não sente falta de consumir carne diariamente
Crédito: ARQUIVO PESSOAL

Flexitarianismo, também conhecido como semivegetarianismo, é o tipo de dieta que incentiva a redução no consumo de produtos de origem animal, em especial a carne vermelha. Esse estilo de vida é parecido com o vegetarianismo, mas ainda apresenta algum consumo de carne animal.

Tratando-se de um método interessado em incluir mais frutas, legumes e vegetais a rotina de quem o pratica, o flexitarianismo tem sido alternativa bastante atraente para quem está interessado em ter uma vida mais consciente e saudável.

Ana Carolina de Lima Vertuan, 21, é nutricionista alerta que é preciso diversificar. "A pessoa, que tem interesse em parar ou reduzir o consumo de carne, deve estar disposta a outras opções de alimentos. Ocorre uma adaptação aos vegetais, legumes e frutas. É necessário variar a forma de preparo e temperos, para essa adaptação ser mais tranquila", conta.

É claro que uma mudança tão significativa na alimentação causa impacto, isso é normal e varia para cada um. "Pessoas que sempre tiveram o hábito de consumir carne podem ter mais dificuldade nessa transição. Uma excelente opção é buscar receitas e variar os preparos na opção sem carne. Essa adaptação ocorre aos poucos, lembrando que é importante não fazer uma mudança radical", recomenda Ana.

"A chamada carne vegetal é um produto industrializado que tenta chegar na textura, aroma e sabor da carne tradicional. Essa carne é feita a base de plantas, além da inclusão de um preparo proteico (proteína texturizada de soja, proteína de ervilha e farinha de grão de bico) e ingredientes que remetem ao sabor original. Seu valor costuma ser mais elevado, mas ela pode ser uma excelente opção para quem está começando", completa a nutricionista.

Existem ainda muitos benefícios para a saúde de quem decide reformular a própria dieta. "Pessoas que sofrem de má digestão passam a consumir mais fibras, que são os nutrientes para regulação do intestino. A carne vermelha pode trazer aquela sensação de desconforto e inchaço, por isso o aumento na ingestão de fibras faz a diferença", afirma Ana.

Quem tem interesse em cuidar da aparência também pode se beneficiar. "A pele e o cabelo ficam mais bonitos e saudáveis, por conta do aumento das vitaminas e sais minerais", aponta a nutricionista. "A qualidade de vida cresce, a disposição muda. Tenho muitos pacientes que reduzem apenas a carne vermelha e já sentem uma grande diferença."

VIDA NOVA

Tatiane Paes Porto, 22, é auxiliar de logística e aderiu ao flexitarianismo faz pouco tempo. "No ano passado eu já tinha vontade de mudar a minha alimentação, reduzir o consumo de carne. O que mais me impulsionou a mudar foram as questões ambientais", explica. "Eu amo os animais, sempre amei. Antes eu me conformava com o fato de que nós nos alimentamos deles, de que isso era normal pra todo mundo, mas agora já não me sinto bem com essa história. Vi vídeos sobre os processos para que a carne animal chegue a nossa mesa, e então isso me fez mudar", completa.

Essa mudança de hábitos pode parecer difícil, às vezes até impossível para algumas pessoas, mas não para ela. "Meu horário de trabalho mudou, agora eu saio um pouco antes do almoço, por isso a minha alimentação ficou meio bagunçada. Prefiro tomar um café da manhã reforçado, lanchar à tarde e comer algo mais leve à noite. Eu como muitas frutas, tenho o hábito de sempre levá-las comigo e, em casa, sempre preparo saladas. Em dezembro, eu comia carne uma vez por dia, no início desse ano eu reduzi e passei a comer três vezes na semana", conta a auxiliar. "Agora eu como carne só uma vez na semana, e olhe lá", diz orgulhosa.

Quanto à carne vegetal, Tatiane confessa que nunca a experimentou. "Não sinto muita falta de comer carne, eu sempre substituo por outros alimentos. Tenho curiosidade de provar a carne vegetal, mas ainda não tive oportunidade", explica.

Tatiane resolve dar algumas dicas para quem também deseja seguir essa nova rotina. "As pessoas precisam ir com calma, essa mudança pode ser difícil. O melhor é começar aos poucos, encontrar meios de substituir a carne sem se sentir prejudicado. O primeiro passo é reduzir as porções ao colocá-las no prato. É assim que começa", aconselha. "Também é legal procurar um nutricionista, ele é a pessoa mais indicada para te ajudar a encontrar a rotina alimentar perfeita."

(Giovana Viveiros)

 


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