Jundiaí

COLUNA DO MARTINELLI: Carnaval e pandemia. Pouca alegria, muita esperança!


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Crédito: Reprodução/Internet

O carnaval desse ano não está tendo escolas de samba, blocos, cordões, bailes, matinés infantis e outras atividades afins, em função da pandemia do Covid 19. O período será de muitas lembranças, recordações e de programas de TV mostrando festejos de outros anos. Uma pena para muita gente que adora o “reinando de Momo”.

Pessoalmente sempre gostei do Carnaval. Quando adolescente já curtia as matines e os bailes carnavalescos do Grêmio CP em Jundiaí - SP. Cheguei a integrar a escola de samba “Se Morrer Não Faz Mal”, com sócios dessa agremiação e saia nos desfiles de rua. Era outra época e sempre encontrávamos algum aspecto romântico que o deixava ainda melhor. Sem contar nas amizades que nasciam nos grupos enriquecidos com competições de melhores fantasias. Uma grande felicidade às vezes interrompida por alguns goles a mais, curados com os produtos naturais contra a ressaca (suco de tomate, sopa de cebola e outros). Um clima de harmonia contagiava todos.

Com o tempo as comemorações foram se modificando radicalmente. As músicas clássicas substituídas por de baixo nível, muitos clubes nem enfeitam ou usam seus salões nessa ocasião e os indivíduos parecem estar trocando essas práticas espontâneas por um período de mero feriadão. Restam blocos de rua, populares em essência, ricos em tradição e dotados de pura alegria. Salvam o que de melhor tínhamos na área, a simplicidade e a ingenuidade das comemorações populares.

Em 2021, com a pandemia, resta-nos torcer e participar ativamente para vencermos os perigosos vírus que alteraram de certa forma, a rotina de todas as pessoas no mundo. O Brasil, um dos países que não leva até agora o problema com a seriedade que ele suscita, precisa urgente como Nação buscar soluções mais imediatas ao problema. Juntos, solidários e atuantes podemos fazer a diferença. E termos esperança de dias melhores, fé em Deus e principalmente, consciência de nossas responsabilidades.

E aproveitarmos esse período, para refletirmos, resgatando nos próximos anos a necessária autenticidade carnavalesca e suas propostas reais, com sonhos, ilusões e alegria fugaz, mas contagiante, que deveriam ser próprios dessa festa, sem inovações inócuas que só a empobrecem.

JOÃO CARLOS JOSÉ MARTINELLI é advogado, jornalista, escritor e professor da Faculdade de Direito do Centro Universitário Padre Anchieta de Jundiaí. Ex-presidente das Academias Jundiaienses de Letras e Letras Jurídicas ([email protected])


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