Jundiaí

Alimentos seguros e saudáveis estão em alta na pandemia

Receio de supermercados e estabelecimentos fechados faz com que produtores e vendedores autônomos sejam boa opção


ARQUIVO PESSOAL
Junto com seu pai, Gustavo de Oliveira vende mandiocas de casa em casa
Crédito: ARQUIVO PESSOAL

Uma das preocupações para quem deseja uma alimentação saudável, é ter acesso a alimentos limpos e devidamente higienizados. Com a pandemia esta vontade se intensificou, mas com receio de ir a supermercados e estabelecimentos fechados, produtores e vendedores autônomos se apresentam como uma boa opção para garantir uma alimentação segura e saudável.

Há três anos, o autônomo Gustavo de Oliveira Pavão, de 23 anos, vende mandiocas cortadas e embaladas. Junto com o pai, João Paulo Pavão, ele oferece o produto de casa em casa, mas também opta pelo agendamento.

No processo de embalagem, as mandiocas são descascadas, cortadas e lavadas com muito cuidado e atenção. Ambos utilizam álcool em gel antes de iniciar o processo e usam luvas descartáveis para ter o menor contato direto com a mandioca e, mesmo na pandemia, Pavão afirma melhoras nas vendas. "Com o receio das pessoas de sair de casa, as vendas alavancaram ainda mais", conta.

Gustavo trabalha como operador de reparos e vende as mandiocas como renda extra. Ele vende em torno de 200 pacotes por semana a R$ 6 cada um.

EMBALADO COM CARINHO

Para as empresárias Danielle Luz e Eveline Oliveira, que há cinco anos possuem uma empresa que revende legumes e verduras embalados a vácuo. Elas mantêm o mínimo de contato possível com seus produtos que já se tornaram um diferencial durante a pandemia.

Quando os produtos chegam até elas, a maioria vindo do Ceasa, em São Paulo, uma funcionária faz todo o processo de higienização, deixando os alimentos de molho em cândida diluída na água. Conforme os pedidos chegam, os produtos são lavados, cortados e embalados.

"Não possuímos loja física, apenas um espaço para o processo de higienização e por isso trabalhamos somente com entregas, que iniciam por volta do meio-dia", conta Danielle.

Os clientes são, em sua maioria, mães que trabalham fora ou têm crianças em casa. "A partir das demandas realizamos um cardápio personalizado para cada cliente, com uma lista de produtos para toda a semana", diz Eveline.

A higienização, os cortes e o fechamento das embalagens são feitos sempre no mesmo dia da entrega. A funcionária é a única a ter contato direto com os alimentos. "E por ser tudo por encomenda, sempre será um produto fresco para consumo", afirma Danielle.

O comerciante Luiz Antonio Fernandes, de 52 anos, cultiva e planta alimentos livres de agrotóxicos em sua chácara, oferecendo verduras e frutas frescas para seus clientes. Os produtos são embalados em sacolas plásticas biodegradáveis, sempre com segurança em relação à covid-19. "As pessoas procuram esse tipo de produto, natural, orgânico e fresco, eles têm seu valor percebido pelos clientes", afirma.

(Lucas Hideo)

 


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