Jundiaí

Família com três crianças pede ajuda para reformar a casa

Em Campo Limpo Paulista, casa de Jéssica está com a estrutura comprometida


Divulgação
Jéssica com o filho Breno e a filha Sophia, que sonha em ter uma caminha
Crédito: Divulgação

No distrito de Botujuru, em Campo Limpo Paulista, a família de Jéssica Elídia de Sá, de 22 anos, pede ajuda para reformar a casa que não está adequada para a moradia da família. Segundo ela conta, eles moram em um cômodo com banheiro, mas o mesmo está com a estrutura comprometida.

O piso do chão, os móveis e o telhado estão quebrados. A família vive no local com duas crianças pequenas e um bebê a caminho, carece de tudo, desde uma estrutura mais adequada e segura para a casa até o pão de cada dia.

"Precisamos de ajuda para ter mais estrutura, mais dignidade, recomeçar a vida. Tem gente gente que critica, mas não sabe a minha história. Eu saí de casa cedo, já morei na rua, não tenho apoio de ninguém. A minha mãe me ajuda quando pode. Eu não estou conseguindo fazer pré-natal porque não tenho com quem deixar eles e não posso sair com o meu filho Breno agora na pandemia, porque ele é do grupo de risco", relata.

Para o Davi, que está a caminho, também não há nada ainda. "Não tenho nada para o bebê. Eu recebo R$ 171 do Bolsa Família. O pai deles trabalha de ajudante geral, mas agora está desempregado", conta ela, que recebe ajuda do Projeto Sorriso com alimentos, mas precisa de mais para a reforma da casa, antes que uma tragédia aconteça.

SOCORRO

A criadora do Projeto Sorriso, Simone Aparecida da Costa Ventura, montou uma vaquinha on-line para a arrecadação de R$ 6 mil, valor necessário para a reforma da casa de Jéssica. "O pai da Sophia nos propôs em fazer a obra porque ele tem algum conhecimento. Eu ia incluir na vaquinha o valor do pedreiro, mas com ele fazendo o serviço, pedimos só o valor do material mesmo", diz ela sobre o dinheiro necessário para a compra dos materiais de construção.

O Projeto Sorriso é recente, mas já ajuda muitas famílias. "Existe há cerca de quatro anos e começou comigo e com o meu marido ajudando famílias com doações de cestas básicas. A prefeitura entrega ao Cras [Centro de Referência de Assistência Social] um número de cestas e eles distribuem, mas não é o suficiente para atender a todas as famílias, então a gente entrega cestas a famílias que precisam."

Simone explica que o Projeto Sorrir ainda não é uma Organização Não Governamental (ONG). "A demanda das famílias foi aumentando e chamamos amigos para ajudar eu e meu marido. Hoje somos em 10 voluntários, não temos ligação com nenhuma igreja e nem com órgãos públicos. Não somos uma ONG ainda, mas já conversei com a assistente social daqui de Campo Limpo para virarmos uma ONG."

(Nathália Souza)

SERVIÇO

Para quem deseja contribuir com a reforma da casa de Jéssica, o valor pretendido é de R$ 6.000, mas já foram arrecadados R$ 2.155. O link para a vaquinha é o http://vaka.me/1774749

 


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