Jundiaí

Mulheres lutam para competir e manter a saúde e o bem-estar

Entre torneios e medalhas, lutas marciais garantem defesa pessoal e bem-estar


ALEXANDRE MARTINS
Joice Santos segue em busca de conquistar mais medalhas e se tornar atleta profissional
Crédito: ALEXANDRE MARTINS

Além da defesa pessoal e saúde, as lutas marciais permitem que seus atletas tenham carreiras internacionais. Entre torneios e medalhas, mulheres lutadoras correm atrás deste sonho e desviam o futuro, no que antes era marcado pela violência.

MEDALHISTA
DO JIU-JITSU

Joice Santos tem 35 anos e é analista de sistemas. Ela é lutadora de jiu-jitsu, treina há sete anos e já participou de várias competições, conquistando 12 medalhas. "Os prêmios mais importantes para mim são o ouro no campeonato brasileiro da minha academia, o bronze que consegui no campeonato paulista e a prata no campeonato open do campeonato brasileiro de jiu-jitsu."

A lutadora pegou gosto da arte suave, como é conhecida, após tentar praticar muay thai, que não deu certo, mas foi por viver em um ambiente violento. "Eu cresci em um ambiente hostil, em que vi a violência doméstica de perto quando era pequena. Presenciei amigas em relacionamentos abusivos e decidi que não queria aquilo para mim."

"O jiu-jitsu fez eu mudar meu estilo de vida, e principalmente o meu psicológico. Me tornou uma mulher mais segura e confiante em mim mesma", contou Joice.

MUAY THAI NA FAMÍLIA

Maria Eduarda Santiago tem 23 anos e é instrutora de muay thai. Tem como inspiração o tio Ricardo Galheta, de 44 anos que, além de professor da arte suave, é empresário.

A instrutora decidiu lutar aos 14 anos, por sentir a necessidade de emagrecer. Segundo ela, chegou a pesar 92 quilos quando era mais nova. "O Ricardo, que é meu mestre e tio, me serviu de motivação e em quatro meses perdi 22 quilos e isso foi me motivando a querer mais. Após dois meses e meio de treino, fiz minha primeira luta e foi paixão na certa. Em 2018, fiz um intercâmbio na Tailândia, o berço do muay thai, de 4 meses, lugar onde treinei e conheci a cultura", afirmou Maria Eduarda.

Gatelha dá aulas da luta tailandesa para mulheres na região. Acompanhando o desenvolvimento das alunas, ele explica que quem pratica, seja quem for, auxilia na própria saúde. "Percebo a diferença pela mudança no corpo com a perda de peso e ajuda a modelar o corpo, melhorando a qualidade de vida e bem-estar."

Muay Thai é uma arte marcial que, após alguns anos, se tornou uma modalidade esportiva para competições. No passado, na Tailândia, era usado como defesa pessoal contra outros povos. O professor afirma que o foco da luta é na busca do crescimento dos atletas para competição, "não esquecendo de todos os benefícios que estão relacionados à saúde. Mas naturalmente quem pratica, saberá se defender muito bem", concluiu.

(André Borges)

 


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