Jundiaí

Com as restrições, visitas em hospitais seguem suspensas

Encontros foram suspensos para a segurança dos voluntários e dos próprios pacientes


  ALEXANDRE MARTINS
Diácono José Dias Paes diz que os hospitais suspenderam as visitas
Crédito: ALEXANDRE MARTINS

Pacientes internados, independente de seu estado clínico, costumam receber visitas de parentes, amigos e até de organizações religiosas, porém a rotina dentro dos hospitais mudou devido às normas de restrição durante o isolamento. Apesar de serem movidas por boas intenções, estes encontros foram suspensos para a segurança dos voluntários e dos próprios pacientes.

Segundo o diácono José Dias Paes, de 63 anos, responsável pelas visitas no Hospital Universitário (HU), a suspensão ocorreu por determinação ocorreu por parte dos hospitais. "As visitas foram suspensas logo no início da pandemia. Os hospitais não permitiram mais a entrada dos religiosos e a situação segue assim. Precisamos suspender as visitas aos hospitais, mas ocasionalmente ainda vamos nas casas dos paroquianos que precisarem", explica Paes.

Segundo adianta, não há grupos que trabalham de forma on-line voltados para este caso em específico e ainda não há previsão de retorno. "É preciso pensar na saúde dos voluntários de grupos de risco ou acima de 60 anos", declara o diácono, pertencente a paróquia São José, no Almerinda Chaves.

O pastor e vereador Enivaldo Ramos de Freitas, de 58 anos, diz que neste momento as visitas são feitas pelas equipes apenas quando a família faz um pedido. "Com o agravamento da contaminação do vírus, nós só visitamos os pacientes quando a família faz um pedido especial", diz ele, responsável pela Assembleia de Deus Ministério de Madureira.

Independente da falta de visitas, declara que o ministério tem seguido as recomendações sanitárias para o período, mas a igreja sempre teve um ministério próprio e específico responsável pelas visitas. "É dever de toda igreja cristã levar boas energias e uma palavra de conforto aos que mais precisam. Continuamos acreditando no poder das orações calmas e tranquilas e faremos as visitas normalmente assim que forem permitidas. Por enquanto são feitas apenas visitações pedidas pelas famílias e autorizadas pelos hospitais", encerra o pastor.

PRECES

A monja budista Gen Kelsang Chime, de 64 anos, apresenta a conduta do budismo diante da situação. "Não costumamos realizar visitas aos hospitais, mas sempre fazemos preces diárias a todos os enfermos e preces para pessoas específicas, quando as famílias mandam os nomes dos pacientes", conta.

Para as pessoas que estão convalescendo em hospitais ou em casa, um mantra e uma reza ao Buda da Medicina é feito. "Pedimos para que os próprios enfermos também façam, mas quando não conseguem sozinhos nós fazemos por eles", explica Chime.

Os budistas costumam pedir em suas preces para que a mente se torne mais calma e tranquila. "Assim os tratamento e medicamentos funcionam melhor. Fazemos nossas preces a distância porque basta colocar a pessoa nas intenções e visualizá-la", conta a monja.

Há dois grupos para orações no Facebook, um de nível nacional e outro internacional, formado por praticantes do mundo todo. "Recebemos muitas intenções e preces para pessoas com covid-19 e estamos sempre rezando por elas. Fazemos lives todos os dias às 18h. Para os interessados na prática budista também temos o site meditaremjundiai.org.br", encerra Chime.

(Giovana Viveiros)

 


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