Jundiaí

Jundiaí entra na Laranja e pode ter mais restrições

CAPACIDADE Região está estável, mas não é descartado o controle mais rígido caso as internações aumentem


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Hospital de Campanha
Crédito: DIVULGAÇÃO

Assim com várias cidades do estado, Jundiaí retorna à Fase Laranja do Plano SP com mudanças que passam a valer na segunda-feira (1º), com funcionamento dos serviços não essenciais limitado a até oito horas diárias, com atendimento presencial máximo de 40% da capacidade e encerramento às 20h.

Mesmo que os índices do Aglomerado Urbano de Jundiaí (AUJ) estejam estáveis, se comparados aos de outras regiões do estado, o cuidado neste momento não pode faltar, já que a demanda hospitalar é maior. Sendo assim, não é descartado a adoção de alguma medida extra no AUJ para a contenção da pandemia, como visto em outras regiões do estado que tem hoje o sistema de saúde colapsado.

Segundo adianta o gestor da Unidade de Promoção da Saúde (UGPS), Tiago Texera, a primeira onda da pandemia, em 2020, tinha menos gente circulando do que agora. "Temos a mesma capacidade de ampliação de leitos da primeira onda. Tivemos no pico da primeira onda 167 leitos covid no Hospital São Vicente, hoje temos 82, mas trabalhamos com o transbordamento quando a ocupação sobe acima de 80%. Logo vamos criar mais 16 leitos híbridos no São Vicente, que podem ser enfermaria ou UTI."

Com as pessoas respeitando o isolamento social, ficando em casa, os atendimentos para outras doenças diminuíram. Agora os indicadores de atendimento de pronto-socorro é igual ao de 2019, quando ainda não tinha pandemia. "Quanto mais amplia ala covid, sobrecarrega outras alas não covid", diz ele sobre a situação agora que agrega, além dos atendimentos rotineiros, a demanda da covid.

ALERTA

O gestor reforça que, por enquanto, o Hospital de Campanha não é opção principal neste momento. "Temos parceria com o Hospital Regional, temos 50 leitos lá, e com o Hospital Santa Elisa, onde compramos 19 leitos. O Hospital de Campanha é um leito de alta, quando o paciente está quase pronto para ir para casa. Se o São Vicente lotar, tem 120 leitos no Hospital Regional, chegamos a usar quase 90 na primeira onda."

Ainda que a oferta exista, o momento é delicado. "Pode acontecer restrição dentro da Região de Jundiaí, acho que se os indicadores piorarem e o sistema de saúde saturar, pode ter uma ação da Região. Não queremos e não esperamos que isso ocorra. Jundiaí ainda vive um momento estável perto de outras regiões, mas acho que para preservar vidas nada é descartado. Estamos em um momento delicado", fala o gestor reiterando a importância dos cuidados sanitários, como o uso de máscara e o não realização de aglomerações.

VACINAS

Texera enxerga o processo de compra e produção de vacinas no Brasil ainda muito lento, algo que ajudaria a desacelerar o avanço da pandemia. "Cerca de 19.551 pessoas foram vacinadas até agora em Jundiaí, representa 5% da população, mas a vacina começa a ter efeito na pandemia quando 40% da população é vacinada. O município tem capacidade de vacinar, mas como a produção está lenta, tende a demorar. Se a gente conseguir seguir o Plano Nacional de Imunização, que pretende vacinar todos os profissionais da saúde e idosos até 30 de março, cai internação e óbito", diz ele sobre a dependência do recebimento de doses.

Sobre as aulas presenciais, que voltaram no dia primeiro deste mês, Tiago comemora o êxito na não transmissão do vírus nas comunidades escolares.

"Este modelo de desemparedamento, com atividades ao ar livre, vem se mostrando exitoso. A volta às aulas não piorou os indicadores até agora. Se voltou no dia 1º, agora estaríamos colhendo os frutos, mas não é isso que aconteceu. O modelo foi muito seguro, foi desenvolvido um protocolo muito rigoroso."


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