Jundiaí

COLUNA DO MARTINELLI: Sexta-feira é o DIA MUNDIAL DA ORAÇÃO


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Crédito: Reprodução/Internet

O Dia Mundial da Oração é comemorado em mais de cento e setenta países na primeira sexta-feira do mês de março, ou seja, no próximo dia 56. Esse movimento foi iniciado por mulheres em 1887 e, desde então, congrega pessoas de diferentes raças, culturas e tradições religiosas, para orarem em conjunto e compartilharem esperanças e temores, alegrias e tristezas. Com efeito, constitui-se num evento de grande relevância já que visa difundir uma das principais e mais importantes condutas ou até hábitos praticados pelos seres humanos.

Realmente a oração se revela num ato interior do indivíduo, com a qual conversa com Deus para pedir graças; solicitar proteção, saúde, melhores condições de vida, emprego, cura interior, paz e segurança para si, familiares e amigos; declarar seus temores, anseios e necessidades diárias; e muitas vezes, para se redimir, desculpando-se por suas atitudes egoístas, invejosas e outras contrárias aos princípios e valores espirituais. Busca-se uma força que se pode dizer divina, para obter o que almejamos principalmente certa tranquilidade de consciência perante o momento da morte e também mais harmonia, amizade e respeito, tão difíceis na atualidade.

Nessa trilha, o consagrado escritor brasileiro Rubem Alves, com brilhantismo, expressou-se: "Orações e poemas são a mesma coisa: palavras que pronunciamos a partir do silêncio, pedindo que o silêncio nos fale." Por isso concordamos expressamente com o filósofo Platão, que dizia “o homem pode fazer de melhor para a sua felicidade é pôr-se em harmonia constante com Deus por meio de súplicas e orações”.

Pode-se dizer ainda que a oração é um instrumento de gratidão ao Criador, agradecendo-Lhe por tudo que nos oferece como o ar que respiramos; a natureza que continuamente floresce; as realizações que temos em nossas vidas; os alimentos que ingerimos; os trabalhos que executamos e as dádivas e coisas, simples ou importantes que alcançamos, ou seja, louvamos o Senhor demonstrando nossa fé, sem discriminação de religião, crença ou seita. Há os que fazem grupos, vigílias e encontros para proferirem e cantarem palavras de reverência e de adoração ao Redentor, que é onipotente e onipresente e através dessas invocações, atingem uma necessária serenidade mística.

Desta forma, inspirados pela data comemorativa de sexta-feira, procuremos nos silenciar por alguns instantes e façamos uma oração, cientes de que “dez minutos orando são melhores do que um ano murmurando” como asseverou Charles Haddon Spurgeon, inspirando-nos também em Santa Terezinha, para quem “a oração é um impulso do coração, um simples olhar dirigido para o céu, um grito de agradecimento e de amor, tanto do meio do sofrimento como do meio da alegria. Em uma palavra, é algo grande, algo sobrenatural que me dilata a alma e me une a Jesus".

JOÃO CARLOS JOSÉ MARTINELLI é advogado, jornalista, escritor e professor da Faculdade de Direito Padre Anchieta de Jundiaí. Ex-presidente das Academias Jundiaienses de Letras e Letras Jurídicas ([email protected])


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