Polícia

Com a pandemia furtos e roubos caem em 2020

MAPEAMENTO Regiões como a do 3º Distrito Policial tem mais furtos, mas a região do 5º DP é campeã de estupros com 33,3% dos casos da cidade


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ARTE CRIMES
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A pandemia da covid-19 levou a um fenômeno na criminalidade: o número de crimes como roubo, furto e homicídio ocorridos em Jundiaí despencou em 2020. Por outro lado, a violência doméstica e a subnotificação do abuso sexual aumentou. Ainda assim, é possível traçar o GPS do crime de acordo com os dados da Secretaria de Segurança Pública (SSP-SP) para cada região da cidade.

Apesar das operações das forças policiais de Jundiaí, a região do 3º Distrito Policial, que engloba bairros como Ponte São João, Colônia, São Camilo, Caxambu, Jardim Tamoio, Vila Nambi e outros, é a que se destaca em furtos. Já no que se refere a estupros e roubos, a região do 5º DP (Eloy Chaves, Almerinda Chaves, Jardim Novo Horizonte, Jardim Ermida, etc.) é a que conta com mais casos.

A diferença quantitativa é discrepante dentre as ocorrências de estupro. Na região do 1º Distrito Policial, que engloba o Centro da cidade e vilas Municipal e Liberdade, houve três casos de estupro o ano inteiro. Já na região que do 5º DP foram 24 casos, praticamente dois por mês, o que representa 33,3% dos abusos sexuais registrados na cidade, ainda segundo dados da SSP-SP.

A região do 3º DP é a mais afetada por crimes de furto com 756 casos ao longo de 2020, o que significa mais de duas ocorrências por dia. Em seguida, vem a região do 2º DP (Vila Hortolândia, Parque da Represa, Torres de São José, Horto Florestal, Pq. Centenário, Jardim Fepasa e outros) com 621 casos e a região do 1º DP com 615.

A proximidade com áreas de alto fluxo de tráfico, como Jardim São Camilo (3º DP) e Jardins Cecap e Fepasa (2º DP) é uma das causas dessa estatística de furtos, já que usuários buscam formas de conseguir dinheiro fácil para comprar drogas. Por outro lado, na região Central (1º DP) os furtos estão mais relacionados ao comércio e proximidade com as agências bancárias. "As diversas modalidades criminosas estão sujeitas aos períodos sazonais, dependem de diversos fatores, os quais podem explicar o favorecimento ou a inibição de um determinado crime, numa determinada região", declarou, em nota, o delegado seccional de Jundiaí, Luiz Carlos Branco Júnior.

Nos casos de roubo, o destaque é a região do 5º DP, com 311 roubos entre as modalidades de roubo a residência, transeunte, veículos e carga. O 3º DP tem 264 casos e o 2º DP, 218. Por fim, é na região da Ponte São João, São Camilo e arredores que ocorreu mais homicídios: 5 dos 14 homicídios registrados em Jundiaí em 2020.

REDUÇÃO DE CASOS

Conforme os dados da SSP, há reduções de modalidades criminais de mais de 100% no comparativo entre os anos de 2019 e 2020, porém para a Delegacia Seccional de Jundiaí, esses números são atípicos e não podem ser usados para fazer uma análise da criminalidade. "Não é possível fazer uma análise criminal apurada em relação ao ano de 2020, por se tratar de um ano atípico, devido a pandemia de "coranavírus", o que propiciou a redução na circulação de pessoas com o recolhimento em seus lares", disse o delegado, em nota.

Para a gestora de Segurança Pública de Jundiaí, a coronel Carla Basson, a pandemia afetou diretamente as estatísticas. "Reduziram alguns crimes, mas aumentaram as ocorrências de briga, violência doméstica", avaliou.

Em dados percentuais, os mesmos crimes citados acima despencaram em 2020. Os homicídios caíram pela metade, de 28 para 14 casos. Os roubos reduziram 29%, de 1.817 para 1.295 casos em toda a cidade. Os furtos tiveram uma queda de 23,5%, de 5.205 para 3.983 casos, o que ainda representa mais de 10 furtos por dia ao longo de todo o ano passado. Por fim, o estupros caíram de 93 para 72 casos, dos quais 55, ou seja, 77%, foram abusos sexuais contra crianças.

PREVENÇÃO

As forças policiais da cidade vêm atuando em conjunto para solucionar os principais problemas de criminalidade, seja com investigações comandadas pela Polícia Civil, com apoio das outras forças de segurança, ou em patrulhamento ostensivo.

De acordo com a coronel Carla Basson, reuniões quase semanais têm no ocorrido com o intuito de definir as melhores estratégias para a cidade. "Nada é feito aleatoriamente. Nós determinamos ações, operações, patrulhamento ostensivo, tudo de acordo com as estatísticas de crimes na cidade", explicou. "Atuamos em conjunto e temos tido bons resultados, como a redução de homicídios. Nós estudamos os delitos, as manchas criminais e fazemos ações precisas com base em dados de inteligência."

Um exemplo disso foi a operação Cavalo de Aço promovida na última quinta-feira (25) pelo 11º e 49º Batalhão de Polícia Militar do interior, 4º Batalhão de Polícia Rodoviária e Guarda municipal. A ação consistiu na abordagem de motociclistas para identificar criminosos que utilizam motos em furtos e roubos. "Muitos criminosos utilizam motocicletas para cometer roubos a veículos, a estabelecimentos comerciais e a cidadãos que transitam pelas vias do município e pela facilidade de fuga do local do crime", informou o 11º BPM/I.

A Polícia Civil preferiu não comentar essas operações. "A Polícia Civil atua com toda a sua estrutura para conter a criminalidade na cidade de Jundiaí e Região, com operações específicas que são realizadas com frequência e ocorrem em caráter reservado."

 


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