Jundiaí

Autônomos do setor de roçagem e jardinagem sentem prejuízos

DESEMPREGO Trabalhadores lutam para se manter neste período complicado e realizam diversos tipos de serviços para sobreviver e sustentar suas famílias


                        ALEXANDRE MARTINS
O autônomo André Luis Bertolino José sentiu a baixa na pandemia
Crédito: ALEXANDRE MARTINS

Trabalhadores autônomos do setor de jardinagem sentem os impactos da pandemia e lutam para conseguir se manter durante este período complicado.

Com 12 anos de experiência, André Luis Bertolino José, de 44 anos, tem uma clientela fixa, mas a pandemia afetou suas demandas. "Os clientes tiveram muito receio de chamar pessoas para suas casas e comecei a ficar sem serviço", lamenta.

Ele conta que começou no ramo da jardinagem como ajudante e com o tempo foi adquirindo experiência até resolver investir em seus próprios equipamentos e iniciar sua jornada como autônomo.

Os anos de trabalho foi um grande fator para conseguir clientes fixos, em especial durante o período mais complicado da pandemia. "Aos poucos as pessoas foram me chamando para realizar trabalhos em suas casas, sempre com muita restrição e cuidados na saúde. A época de fim de ano foi a mais movimentada, devido às festividades e a necessidade de arrumarem seus lares", afirma.

Apesar da clientela fixa, Bertolino teve que buscar outras fontes de renda para sustentar sua família, como serviços de pedreiro e reparos domésticos. Atualmente ele possui em torno de 10 casas fixas mensais e seus valores variam para cada terreno e jardim.

EXPERIÊNCIA

O autônomo Leandro Muniz Paulino, de 38 anos, começou a realizar serviços de jardinagem e roçagem no início de 2020, graças à experiência que adquiriu quando trabalhou em uma empresa terceirizada. "Aprendi a fazer o serviço corretamente e por falta de emprego, comprei máquinas de roçadeira e comecei a trabalhar por conta própria", afirma.

Desde o início da pandemia, sentiu baixas nas demandas, chegando a ficar meses sem nenhum trabalho. "Não tinha nenhuma outra forma de renda, então comecei a trabalhar como servente de pedreiro para sobreviver", conta.

O preço de seus serviços de jardinagem variam de acordo com o tamanho dos terrenos.

Rafael Romão, de 30 anos, começou a trabalhar com jardinagem, limpeza de terrenos e piscinas em dezembro do ano passado como forma de renda-extra e também sentiu os impactos da pandemia em sua vida. "Comecei logo após que fui mandado embora da empresa metalúrgica, devido os cortes causados pela pandemia. E no momento a jardinagem está devagar, ainda mais pelo fato de estar começando nesta área", comenta.

Apesar de estar no início, Rafael já acumula experiências no setor. "Eu cresci morando em uma chácara e por isso sempre mexi com jardinagem. Já tinha alguns equipamentos, mas depois que fui demitido investi em outros materiais", conta.

Rafael possui um serviço fixo que realiza a cada 20 dias e seus preços variam para cada jardim e terreno. "Nas últimas duas semanas não consegui trabalho e acho que é devido eu ainda não ter um nome concretizado", diz.

Há 15 anos no ramo, o autônomo Joel Pereira Mota, preciso agregar outros trabalhos para não deixar a renda doméstica despencar. "Estou tendo que me virar de outros jeitos, fazendo pinturas e serviços de carreto para conseguir sobreviver, mas graças a Deus estou conseguindo levar", afirma.

 


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