Jundiaí

Universitários de direito participam de competição mundial

Projeto caminha para a fase global entre equipes de quase 600 faculdades de direito do mundo inteiro


DIVULGAÇÃO
A competição simula uma sessão na Corte Internacional de Justiça
Crédito: DIVULGAÇÃO

A Philip C. Jessup Moot Court Competition é uma das maiores e mais tradicionais competições acadêmicas de direito do mundo, tendo sua primeira edição sediada na Universidade de Harvard, em 1959. Atualmente, conta com a participação anual de mais de 600 equipes, vindas, em média, de 100 países e jurisdições, inclusive brasileiros.

A competição simula uma sessão na Corte Internacional de Justiça, principal órgão judicial da ONU, em que as equipes discutem um caso fictício concernindo disputas de Direito Internacional entre dois países.

Os brasileiros João Vitor Lavagnini Menezes, Bruna Alves Gonçalves, Eduarda Miranda Marconi da Silva, Maria Eduarda da Matta Ribeiro Lessa e Victoria Moura Vormittag, estudantes da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (FDUSP), participaram da competição. A iniciativa de montar a equipe desse ano partiu de ex-alunos da instituição, que auxiliaram no treinamento da equipe devido à sua experiência prévia em outras competições de Direito Internacional pela FDUSP.

Segundo João Menezes, de 19 anos, e que por 15 anos morou em Jundiaí, fala sobre sua experiência universitária. "É muito agregador, principalmente porque temos a oportunidade de pesquisar a fundo temas do Direito Internacional e como eles se desenvolvem na atualidade. A oportunidade é especialmente cativante por nos oferecer um contato com nomes importantes do Direito Internacional, expandindo a possibilidade de conhecimento e de aprendizado", conta.

Na universidade, há um concorrido processo seletivo para escolher os cinco membros da equipe, entre oradores e pesquisadores. Durante os seis meses de preparação até as etapas nacionais, foram realizadas reuniões semanais para discutir o andamento das pesquisas. Durante a competição, ocorreram as etapas eliminatórias e depois os alunos avançaram para a semifinal. "Na última rodada entre duas universidades finalistas, nós vencemos", comemora Menezes.

ESTUDO DE CASO

O caso fictício deste ano é ambientado em meio a uma pandemia, ocasionada por um vírus fictício, com proporções similares à pandemia do novo coronavírus. "A disputa se dá entre dois países e abrange a análise de critérios para a aplicação de medidas sanitárias e restrições de viagem contra o alastramento de doenças virais, além de abordar e estudar o modo como as informações devem ser compartilhadas com a população", conta.

O projeto caminha para a fase global e tem início no dia 9 de março, entre equipes de quase 600 faculdades de direito do mundo inteiro. A equipe continuará treinando com afinco para obter bons resultados ao Brasil.

(Giovana Viveiros)

 


Notícias relevantes: