Jundiaí

Com piora da pandemia, preços de EPIs devem subir ainda mais

PROCURA Máscaras, luvas e álcool em gel se tornaram rotina no início da pandemia, mas com a alta procura, os preços subiram


JORNAL DE JUNDIAI
José Maria Ferreira conta que o estoque pode acabar se a procura for alta
Crédito: JORNAL DE JUNDIAI

Com o aumento de casos de covid-19 registrados a cada dia, a preocupação das pessoas com a higiene redobraram e o reflexo é o aumento na procura por produtos de limpeza e higienização como álcool em gel, luvas e máscaras descartáveis.

O problema deste aumento é que quando ele acontece, os produtos tendem a sumir das prateleiras e, consequentemente, há registro de aumento de preços. Alguns chegam a triplicar de valor.

O gerente de uma farmácia no Centro de Jundiaí, José Maria Ferreira, diz que é comum as vendas aumentarem com a piora do cenário pandêmico.

"Inclusive temos estoque de máscaras, mas se estourar o que está previsto, igual o surto do ano passado, não vai dar. Agora que deu uma acalmada, normalizou a procura, não está como há seis ou sete meses. Se parar tudo, pode ser que aumente a venda desses produtos novamente", explica.

Segundo ele, os preços continuaram altos depois do aumento ocasionado pela pandemia. "Alguns produtos voltaram a subir mais, principalmente máscara. Antes, uma caixa custava de R$ 10 a R$ 15, luva era R$ 15, R$ 25, R$ 30, dependendo da marca. Agora, estão custando de R$ 70 a R$ 100."

Proprietária de uma loja especializada em materiais cirúrgicos, Elaine Rodrigues conta que a compra de luvas descartáveis está difícil. "Luva está um caos, tenho, mas tenho pouco. Não acha mais no mercado e quando acha é 4, 5 vezes mais caro do que há um ano. Antes era R$ 26 uma caixa, agora, mesmo abaixando a minha margem de lucro, é R$ 110. O Brasil não fabrica luva, sai daqui o látex, mas a procura por luva agora é mundial."

Mesmo com a oferta maior de máscaras, o preço ainda é alto. "O estoque de máscara ainda está tranquilo, porém no início da pandemia era ao contrário. Antes tinha mais luva e menos máscara. Antes a caixa da máscara custava R$ 8,50 e agora está R$ 39,90."

Com a piora da pandemia neste momento, a variação de venda e preços ficam descontrolados. "Eu tentei comprar máscara e não acha mais de um tipo. Já veio cliente aqui falando que compra para o filho que mora no Sul porque lá já não tem mais. Álcool teve um aumento e já vai ter outro até o dia 15. Para o comerciante é ruim, a gente vende e não sabe quanto vai pagar para repor o estoque", lamenta.

NECESSIDADE

Para quem precisa destes produtos, a piora da pandemia devolve a procura por eles. Auxiliar administrativa, Tânia Santos acha que os preços já estão altos. "Eu prefiro a máscara descartável, mas pagava R$ 20 na caixa com 50 máscaras há quatro anos. Agora cheguei a pagar R$ 50. Compro álcool direto e começou a melhorar a oferta de dois meses para cá. Conseguir comprar de litro agora, mas tinha sumido", conta ela.

A vendedora Camila Spiandorim também prefere as máscaras descartáveis, acha que são mais fáceis para respirar. "Treino muito e prefiro a descartável. Não descarto o uso do tecido, mas estou usando a descartável por enquanto. Por enquanto não percebo a falta dos produtos nas lojas, apenas que o preço aumentou", diz Camila.

 


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