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Jundiaí confirma presença nos Jogos Paralímpicos de Tóquio

Os Jogos Paralímpicos consistem em um dos maiores eventos esportivos de todo o mundo, ocorrendo a cada quatro anos


ARQUIVO PESSOAL
Thomaz Ruan de Moraes está preparado e focado para Tóquio
Crédito: ARQUIVO PESSOAL

Jundiaí estará presente no Jogos Paralímpicos de Tóquio deste ano, com a participação do atleta Thomaz Ruan no atletismo, pela modalidade dos 400 metros rasos e do treinador da seleção brasileira de goalball, Alessandro Tosim.

Os Jogos Paralímpicos consistem em um dos maiores eventos esportivos de todo o mundo, ocorrendo a cada quatro anos, logo após os Jogo Olímpicos. Ele é formado por competições entre atletas de alto nível e os participantes dessa categoria são portadores de algum tipo de deficiência, sejam elas físicas, sensoriais ou mentais.

Os Jogos Paralímpicos de Tóquio estavam previstos para acontecer em julho de 2020, mas devido à chegada do novo coronavírus, o Comitê Olímpico Internacional (COI) adiou a competição para 2021, que será realizada entre 24 de agosto e 5 de setembro.

Mesmo passando por momentos de incertezas para a realização dos jogos, o jundiaiense Thomaz Ruan de Moraes, de 19 anos, sente-se bem preparado e com expectativas altas para sua participação. "A chegada do vírus em 2020 deixou todos os atletas muito chateados, pois estavam em um bom ritmo de treinos, mas para mim nada mudou e agora que voltei a treinar, minhas expectativas aumentam a cada dia que passa", comenta.

Apesar de curta, a trajetória da carreira de Thomaz é muito vitoriosa. "Comecei aos 6 anos lá no PEAMA (Programa de Esportes e Atividades Motoras Adaptadas), onde praticava diversos esportes diferentes. E com mais ou menos 11 anos, minha treinadora, Thaís Aoki Saito, me apresentou ao atletismo e, a partir daí, dei início a minha jornada, participando de algumas provas e de algumas competições escolares e regionais", conta.

Para garantir sua vaga em Tóquio, Thomaz mostrou muita garra e foco nas competições nacionais e internacionais que enfrentou, estabelecendo seu nome no cenário mundial. "Alcancei os índices de classificação um ano antes dos jogos paralímpicos, em 2019, naquele momento fiquei extremamente feliz e aliviado ao saber que meus trabalhos estavam dando resultados, mas sabia que tinha muito a ser feito ainda", afirma.

Até o momento, Thomaz já participou dos Jogos Parapan-Americanos de Jovens em 2017 no Brasil, conquistando três medalhas de ouro (100m, 400m e no salto em distância), no mesmo ano foi medalha de ouro nos 400 metros rasos e bronze no salto em distância pelo Mundial Juvenil na Suíça. Em 2018, quando começou a participar nas categorias profissionais, foi campeão do Grand Prix da Alemanha e vice-campeão no Mundial de Dubai, ambos na modalidade de 400 metros rasos. Além de ser tri-campeão brasileiro.

MODERNIZAÇÃO

Os esportes para pessoas com deficiência surgiram como métodos de reabilitar veteranos de guerras e cidadãos que sofreram durantes estes períodos, mas com o passar dos tempos, houve uma grande mudança nas concepções para a prática desses esportes. "Hoje, não pensamos mais no quesito da deficiência e suas limitações, mas nas potencialidades que eles podem trazer no viés esportivo", conta Alessandro Tosim, treinador da seleção brasileira masculina de goalball desde 2009 e morador de Jundiaí.

Atualmente, as equipes técnicas das seleções brasileiras trabalham com atletas de altíssimas performances esportivas, exigindo uma grande evolução de qualidades físicas. "Os esportes paralímpicos praticamente se tornaram esportes profissionais, todos os atletas conseguem sobreviver da modalidade com seus salários. E por isso que o esporte paralímpico brasileiro é uma das maiores potências mundiais, temos boas estruturas como o Centro de Treinamento Paralímpico em São Paulo, uma referência internacional, além da profissionalização da categoria dos atletas e da enorme evolução dos treinadores, com metodologias de treinos atualizados", afirma Alessandro.

(Lucas Hideo)

 


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