Jundiaí

COLUNA DO MARTINELLI: A igualdade de direitos entre sexos é preceito constitucional a ser devidamente garantido


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Crédito: Reprodução/Internet

A prevalência de uma profunda relação de comunhão em reciprocidade e doação entre o homem e a mulher, foi sem dúvida, o propósito maior de Deus. Tal aspiração se vislumbra em inúmeros trechos bíblicos com a certeza de que eles foram criados com diferenças sexuais, para que se complementassem e se auxiliassem mutuamente, gerando filhos e convivendo numa paz duradoura. Entretanto, esses objetivos só podem ser alcançados se a dignidade da pessoa for reconhecida em todos os níveis.

No Brasil, infelizmente, em função de condicionamentos sociais e culturais ou devido a uma persistente mentalidade hedonista, materialista e até machista, muitas vezes a figura feminina é praticamente alijada e colocada em posição de submissão nos mais variados aspectos sociais.

Vítima de uma discriminação milenar e injusta vem suportando, através dos séculos, o peso de preconceitos que traçam dela a errada imagem de um ser inferior ao seu parceiro. Convencionou-se que nasceu para ser esposa e mãe e dessa maneira equivocadamente estreitaram-se os limites de sua vocação sem dúvida mais ampla, do que apenas “dona de casa”.

Em pleno século XXI, não há de se tolerar tais disparates, por ilógicos, abusivos e imorais. É preciso que as mulheres tenham consciência de sua importância, levantem-se constantemente contra os abusos que lhe são impostos. Tanto que apesar da Lei Maria da Penha vigorar alguns anos, a cada quinze segundos uma é agredida na cidade de São Paulo, de acordo com a Comissão da Mulher Advogada da seccional paulista da OAB – Ordem dos Advogados do Brasil.

Apesar da resistência de alguns, a situação começa a se modificar, ganhando-se projeção feminina em todos os setores. Mas devemos manter uma reflexão permanente sobre o papel que cada um -homem e mulher- deve representar no plano de Deus que os criou como parceiros, à sua semelhança, para participarem juntos, sem opressão de um sobre o outro pela construção de um novo mundo novo e plenamente justo, onde os direitos sejam efetivamente iguais. Além do que, por sua natureza e encantos ela desperta os mais belos sentimentos nos indivíduos dotados de sentimentos, apesar daqueles que injustificadamente se sentem superiores.

Por isso, o Dia da Mulher, oito de março, amanhã, é uma data de extrema relevância. Sempre inspirando suas lutas, provocou uma nova mentalidade em relação às posições femininas. Ao adquirirem maior visão de seus papéis sociais, passaram a se dedicar na realização como pessoas plenas.

JOÃO CARLOS JOSÉ MARTINELLI é advogado, jornalista, escritor e professor da Faculdade de Direito Padre Anchieta de Jundiaí. Ex-presidente das Academias Jundiaienses de Letras e de Letras Jurídicas ([email protected])


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