Jundiaí

Com exceção de Jundiaí, AUJ suspende aulas

Decreto que colocou todo o estado na Fase Vermelha definiu as escolas como serviços essenciais


Arquivo Pessoal
Karim Pavan decidiu que os filhos, Murilo e Thomás, retornariam à escola
Crédito: Arquivo Pessoal

O decreto que colocou todo o estado de São Paulo na Fase Vermelha definiu as escolas como serviços essenciais. Sendo assim as unidades foram autorizadas a funcionar. No caso da rede municipal, as prefeituras têm autonomia para decidir se liberam ou não as atividades. Entre as sete cidades do Aglomerado Urbano de Jundiaí, a única que decidiu não suspender as aulas presenciais foi Jundiaí.

Segundo a prefeitura, as Escolas Municipais de Educação Básicas (EMEBs) permanecerão abertas durante a Fase Vermelha priorizando os alunos em vulnerabilidade. As aulas são realizadas em formato híbrido com atividades ao ar livre. A orientação é que neste momento, com a necessidade de redução de circulação das pessoas, aqueles que possuem condições de permanecer com as crianças em casa, desenvolvendo as atividades remotamente, façam a opção pelos 14 dias determinados para a Fase Vermelha.

Aquelas famílias que não possuem acesso aos recursos tecnológicos para acessos as atividades remotamente podem buscar pela unidade escolar para a recepção das atividades de maneira impressa, assim como ofertado ao longo do ano passado.

O retorno às aulas presenciais ainda gera dúvida na cabeça dos pais, pois muitos questionam se é seguro mandar os filhos para a escola. A agente de turismo Karim Pavan, de 46 anos, tem dois filhos em idade escolar. Murilo Pavan Furlan 11 anos, Thomás Pavan Furlan 8 anos. Ela decidiu que os filhos retornariam presencialmente. "A escola esquematizou um rodízio semanal e assim cada semana um deles vai para a escola e o outro fica on-line. Desde o início os meninos já retornaram. Acredito que teremos que conviver com esse vírus por muito tempo ainda e temos que tomar cuidado. É muito sacrificado manter as crianças só no on-line. Eles não aprendem como nas aulas presenciais", afirma.

A sensação do medo e da suspeita de estar com covid-19 atinge a mãe todos os dias, mas Karim conta que procura educar os filhos em casa. "A escola está muito preocupada. Eu acho que o local não oferece muito risco às crianças. Existem outros muito mais contagiosos. Procuramos tomar todos os cuidados, mas diante de toda a precaução da escola, meu posicionamento é que os meninos frequentem as aulas. Cada família precisa avaliar sua situação. Para nós, o ganho é maior se as crianças forem presencialmente, pois essa socialização é muito importante para a criança", ressalta.

PELA REGIÃO

Em Campo Limpo Paulista, as aulas na rede municipal retornaram dia 15 de fevereiro, no formato on-line. Havia uma previsão para retomada no modelo híbrido em 1º de março, o que não aconteceu. Dessa forma, os 12 mil alunos da rede municipal têm aulas remotas, on-line e em tempo real, através do Google Sala de Aula.

Em Cabreúva as escolas municipais estaduais e particulares permanecerão fechadas durante as duas semanas, mas os alunos continuarão com suas aulas remotas.

A Secretaria Municipal de Educação de Itupeva também suspendeu as aulas presenciais em todas as escolas e creches municipais da cidade até o dia 19 de março. As aulas terão continuidade de forma remota, através do Programa de Educação Domiciliar.

Em Várzea Paulista, as aulas presenciais da rede municipal de ensino ficarão suspensas. O sistema de aprendizado prossegue pela Plataforma Educacional, sistema on-line de aprendizagem da Prefeitura de Várzea Paulista.

Jarinu adquiriu recentemente todos os equipamentos de proteção individual (EPIs) necessários para os professores e funcionários das unidades escolares. Na Fase Vermelha, os alunos estão em aulas remotas, e apenas às sextas-feiras, por agendamento, vão às unidades escolares para avaliação diagnóstica.

As atividades presenciais nas escolas municipais estão suspensas em Louveira e não têm data para serem retomadas.

ESCOLAS ESTADUAIS

Com exceção de Cabreúva, todo o AUJ mantém as aulas estaduais seguindo o limite de ocupação de até 35% para atender os alunos em situação de vulnerabilidade, que têm necessidade de se alimentar na escola, dificuldades de acesso à tecnologia ou não têm os equipamentos necessários para estudar remotamente.

A frequência presencial não é obrigatória e o ensino remoto será mantido.

(Mariana Checoni)

 


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