Jundiaí

Com 263 casos de covid, moradores seguem em alerta

CORRUPIRA Moradores e comerciantes se dizem preocupados, mas acreditam que a maioria respeita as regras


      ALEXANDRE MARTINS
Carlos Silva está preocupado com a falta de cuidados em seu bairro
Crédito: ALEXANDRE MARTINS

Moradores e comerciantes do bairro Corrupira, localizado na região Norte de Jundiaí, sentem as incertezas da pandemia e relatam problemas frequentes da região em relação aos cuidados com o vírus. Apesar de 263 casos confirmados, bem atrás de bairros campeões de covid, como o Jardim Novo Horizonte (2258) e Jardim do Lago (1322), o distanciamento e as normas de higiene têm sido respeitados.

Para a comerciante Cleide Odete Mariano, dona de uma mercearia no bairro, a situação dos moradores se encontra bem dividida. "Metade das pessoas usa máscaras e passa álcool em gel e a outra não se importa com isso", afirma.

Cleide tem percebido aglomerações nos finais de semana, principalmente em dias de jogos. "Acho que o pessoal não está respeitando por causa do cansaço da situação e muita gente ainda não entende a gravidade das coisas. Acham que não é tudo isso, mas ultimamente percebi que aumentou muito os casos aqui no bairro", lamenta.

Aos 60 anos, Carlos Silva se diz preocupado com a situação em que seu bairro se encontra. "Muita gente não usa máscara aqui e apesar do comércio estar fechado, ainda está bem complicado. A gente fala da situação, mas o pessoal não está querendo acreditar", comenta.

Segundo Carlos, as pessoas não estão respeitando as normas de saúde no geral e além disso, alguns moradores estão se aglomerando nos finais de semana. "A turma se

encontra com os amigos, nada de festa grande, mas sempre com aglomeração. Eu tenho asma e não posso ficar saindo por aí, mas sempre falo para as pessoas usarem máscaras", comenta.

QUARENTENA

Mesmo para moradores que se encontram em suas casas, cumprindo com as normas de saúde, eles observam e relatam as situações de perigo que o bairro se encontra. "Só saio de casa para ir ao mercadinho e à marcenaria. Na rua da minha casa ainda não tivemos casos confirmados, está tudo tranquilo, mas de vez em quando está aparecendo algumas aglomerações", diz a pensionista Edvanda de Oliveira Lima, de 62 anos.

A aposentada Augusta Luzia da Silva, de 68 anos, espera que as pessoas obedeçam as regras. "Se nós pararmos nessas duas semanas de fato, acho que o povo vai começar a entender melhor a situação, mas por enquanto estamos vendo piorar, mesmo com a vacinação. É um momento de incertezas e que já está cansando", comenta.


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