Jundiaí

Fase Vermelha fica mais rígida e restringe atividades

EMERGENCIAL De adiantamento das férias escolares a toque de recolher, restrições se intensificam


ARQUIVO JJ
Jundiaí entra na Fase Emergencial a partir do dia 15 deste mês
Crédito: ARQUIVO JJ

O anúncio de mais restrições feito pelo governador João Doria, ainda dentro da Fase Vermelha do Plano SP, chega com o objetivo de evitar o colapso do sistema de saúde no estado. A medida, chamada de Fase Emergencial, visa reduzir contágio do coronavírus neste momento. A previsão é que estas mudanças entrem em vigor no dia 15 e permaneçam até o dia 30 deste mês. Em Jundiaí, o decreto municipal para as novas regras da restrição será publicado hoje (12).

Dentre as mudanças anunciadas está o toque de recolher, das 20h às 5h em todo o estado, proibições de atividades religiosas presenciais, atendimento do comércio e de restaurantes, campeonatos esportivos, entre outros. (veja tabela abaixo).

Uma das medidas que chamou a atenção foi o escalonamento de horários de entrada dos trabalhadores de atividades essenciais para evitar aglomerações no transporte público. Os horários indicados são das 5h às 7h para profissionais da indústria, 7h às 9h para os de serviços e 9h às 11h para os do comércio.

Para o diretor-titular do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) de Jundiaí, Marcelo Cereser, a recomendação deve ser seguida pelas empresas que têm condições.

"Cada indústria tem uma atividade específica e algumas não podem parar. A recomendação da entrada no trabalho das 5h às 7h pode ser adotada pelas empresas que conseguirem, mas o momento exige cooperação porque nem todas conseguirão", explica.

Cereser ainda alerta para que trabalhadores que começa ou inicia o turno dentro do toque de recolher ande com o crachá.

COMÉRCIO

O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Jundiaí e Região (Sincomercio) e da Câmara de Dirigentes Lojistas de Jundiaí (CDL), Edison Maltoni, diz que o comércio precisa de amparo econômico. "O aumento de restrições só agrava a situação de crise e o desemprego, comprometendo a renda e a qualidade de vida de trabalhadores de Jundiaí e Região. Reforçamos novamente que os empresários precisam de medidas de amparo à economia nas esferas federal, estadual e municipal para evitar mais fechamentos de comércios e demissões, o que refletirá diretamente na economia do município."

Segundo Mark William Ormenese Monteiro, presidente da Associação Comercial Empresarial (ACE), a dificuldade entre os pequenos pode aumentar. "O pequeno, que já estava em dificuldade, não vai conseguir se manter por muito mais tempo."

Ele reforça que desde o início da pandemia o comércio formal colocou em prática as orientações dos órgãos competentes. "Foi uma estratégia para reduzir a circulação de pessoas nas ruas, mas percebemos que não atingiu a eficácia necessária e, mesmo com as restrições, o número de casos de infectados aumentou. Agora é importante que as pessoas se conscientizem da gravidade da situação e cumpram as recomendações."

ESCOLA

A medida de restrigir no horário de circulação das pessoas tem o objetivo de evitar a circulação de pessoas nas ruas, mas não é uma proibição de circulação. No entanto, as pessoas poderão ser abordadas pela polícia para serem orientadas caso estejam circulando durante o período. Não há previsão, porém, de multa para pedestres, a menos que estejam sem máscaras ou provocando aglomerações.

Quanto as escolas, o recesso escolar do meio do ano será antecipado, mas as escolas, mesmo com redução das atividades presenciais ao mínimo possível, ficarão abertas para alimentação e retirada de materiais.

 


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