Jundiaí

Queda de 20% na produção de caqui não causa alteração de preço

COLHEITA Falta de chuva em 2020 e o excesso do início de 2021 fez com que safra diminuísse, porém estima-se que preço médio permaneça R$ 4 o quilo


         ALEXANDRE MARTINS
Rodinei Fontebasso conta que sua produção pode sofrer queda de 50%
Crédito: ALEXANDRE MARTINS

No mês de março, um dos destaques da agricultura é o caqui, fruta que tem grande espaço nas propriedades de Jundiaí, porém este ano, com o excesso de chuva, a safra deve ser 20% menor em comparação ao mesmo período do ano passado, mas o preço se mantém para o consumidor.

Segundo adianta o presidente da Associação Agrícola de Jundiaí (AAJ), Rene Tomasetto, o caqui é uma fruta que precisa de um equilíbrio em relação à chuva. "A seca do ano passado fez com que as folhas caíssem do pé, queimando as plantações, mas o excesso de chuva desse ano faz com que os frutos contraiam fungos e acabam sendo danificados. O caqui é uma fruta que apodrece muito rápido", explica.

Apesar da queda na produção, com auge de colheita até maio, o preço final não deve alterar para o consumidor. "A média deve ficar em torno de R$ 3 a R$ 4 o quilo, pois no começo da safra o preço é maior, conforme vai chegando ao fim, o preço diminui", afirma.

O produtor Rodinei Fontebasso, de 58 anos, cultiva a espécie Rama Forte em sua propriedade no Caxambu e acredita que a produção terá uma redução de 50% se comparado com 2020. "Ano passado foi muito seco e muito quente. Isso fez com que os caquis não se desenvolvessem bem. Em outubro, mês que geralmente ocorre a florada, a maioria dos pés não floresceu. Além disso, nos meses de novembro e dezembro, teve forte chuva com granizo. Isso fez com que muitas frutas caíssem ou ficassem machucadas. Por isso a redução da safra", explica.

A colheita no sítio da família costuma acontecer até maio ou junho e o preço varia dependendo do período da safra. "No início, geralmente entre fevereiro e março, os frutos são menores e chegam ao consumidor mais verdes. Conforme a colheita vai avançando, os frutos começam a crescer e ficar mais maduros e vermelhos. A vantagem é o preço. É muito barato. Consigo vender por R$ 1 o quilo se vierem comprar diretamente comigo e o preço final para o consumidor costuma ser de R$ 2 a R$ 3 o quilo", afirma.

Produtor das espécies Rama Forte e Taubaté, Célio José Biasi, com produções em Louveira e Jundiaí, afirma que a pandemia também prejudicou um pouco a safra. "Este ano está mais devagar. Desde o início da pandemia estamos sofrendo com o baixo consumo de modo geral", relata.

Biasi conta que o caqui é uma fruta de fácil cultivo e dependendo do cuidado do agricultor pode durar muitos anos. "A fruta exige pouco agrotóxico e possui diversos benefícios para quem consome. Faz bem para a pele e possui muitos nutrientes. Por conta do seu preço baixo, a população consome bastante. A colheita no sítio começa no fim de janeiro e percorre até o comecinho de junho", afirma.

NUTRIENTES

Cultivada em praticamente todo o país, a fruta é excelente fonte de vitaminas E e C, auxiliam na defesa e manutenção do organismo, além de sais minerais como ferro, fósforo e cálcio. É rica também em outro componente fundamental para manter a saúde: o betacaroteno, que atua como antioxidante e combate a formação de radicais livres.

 


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