Jundiaí

Índice de Breteau aponta necessidade de atenção pela população


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Agentes visitam residências para verificar a existência de criadouros
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O levantamento do Índice de Breteau, que identifica a quantidade de larvas de mosquitos Aedes aegypti por meio de amostra residencial, foi encerrado em Jundiaí. Os dados avaliados pelas equipes da Vigilância em Saúde Ambiental (Visam) apontam para a necessidade de cuidado pela população com os domicílios, nos quais foi identificada a existência de recipientes propícios a se tornarem criadouros. Dois em cada 100 domicílios visitados registravam recipientes passíveis de se tornarem criadouros.

A coleta de dados foi realizada entre 17 de fevereiro e 1° de março pelas equipes formadas por agentes de controle de Zoonoses e agentes comunitários de saúde da Unidade de Gestão de Promoção da Saúde (UGPS). Foram visitados 7.341 imóveis, dos quais 5.667 foram trabalhados. Outros 1.436 estavam fechados. Moradores de 248 imóveis se recusaram as vistorias dos agentes. A pesquisa foi em busca de recipientes com potencial para ser criadouro do mosquito Aedes aegypti, transmissor das arboviroses.

Foram encontrados 6.018 recipientes secos, denominados tecnicamente de recipientes existentes, sendo recipientes expostos com grande possibilidade de acúmulo de água. Outros 1.497 recipientes com água foram localizados. Com larvas de mosquitos foram encontrados 137 recipientes, sendo 119 larvas de Aedes aegypti (87%).

A partir dos dados, o cálculo do Índice de Breteau (IB) de Jundiaí foi de 2,1, o que significa que a cada 100 imóveis dois têm criadouros com larvas de Aedes aegypti. Segundo o Ministério da Saúde, o valor acima de 1 indica situação de “alerta” para a ocorrência de casos de dengue, Zika e Chikungunya.

“É essencial que a população retome os cuidados com o espaço do lar, onde 80% dos criadouros são encontrados. Pela durabilidade dos ovos, com qualquer quantidade de água existente no recipiente as larvas serão criadas em pouco tempo e novas gerações de mosquitos circularão. Assim, ampliando os riscos de mais casos de arboviroses”, argumenta a biomédica Ana Lúcia de Castro, alertando para a necessidade da eliminação de qualquer recipiente que possa acumular água e se transformar em criadouro de mosquitos transmissores de dengue, zika, chikungunya e febre amarela.

Locais
Durante as pesquisas, os locais identificados como possíveis criadouros foram: vaso de planta, prato de vaso, garrafas retornáveis, lata e frascos utilizáveis, planta aquática, lata e frascos não utilizáveis, balde, regador, bromélia e inservíveis (lixo), além de ralo, piscina, pneus, lona ou encerado, estrutura fixas do imóvel e bebedouro de animais.

Sobre as larvas do mosquito Aedes aegypti, 31% foram encontradas em pratos de vasos, 18 em baldes ou regadores, 11% em plantas aquáticas, 8% em latas ou frascos não utilizáveis, 7% em materiais e uso geral do morador, 5% em vaso de planta, 4% em pneus, 3% em garrafas retornáveis, 3% em estrutura fixa do imóvel, 2% em latas e frascos sem utilidade, 1,6% em inservíveis (lixo), 1,6% em lona ou encerado e 0,8% cada um em reservatório de água, bebedouro de animal, depósito de construção, bandeja de ar condicionado, masseira e oco de árvore.


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