Jundiaí

Trabalhadores investem em equipamentos para home office

A necessidade de não aglomerar e permanecer em casa o máximo possível levou algumas empresas e autônomos a adotarem o modelo de trabalho conhecido como home office


               ALEXANDRE MARTINS
Juliana Batistella adaptou um cômodo de sua casa para o home office
Crédito: ALEXANDRE MARTINS

A pandemia de covid-19 mudou diversos hábitos da população pelo mundo todo. A necessidade de não aglomerar e permanecer em casa o máximo possível levou algumas empresas e autônomos a adotarem o modelo de trabalho conhecido como home office. Entretanto, algumas pessoas não estavam preparadas, fazendo com que ambientes e equipamentos precisassem ser adaptados.

A empresária Juliana Temple Batistella, 40 anos, tem uma plataforma de gestão para empresas de festas e eventos e está há um ano em home office. "Em janeiro de 2020 havia investido em um novo escritório, porém desde março a equipe toda foi trabalhar em casa e esporadicamente usávamos o espaço para reuniões on-line com clientes. Só consegui mantê-lo até julho, por conta dos custos que estava tendo sem usufruir da estrutura", relata.

Foi neste momento que a empresária adaptou um cômoda de sua casa para usar como escritório de trabalho. "No começo, nada mais era que um quarto com uma mesa, uma cadeira e um armário. Aos poucos, durante esse período de um ano, quando percebemos que a quarentena não acabaria tão cedo e começamos a sentir dores nas costas e pulsos por conta do desconforto, fomos investindo nesse cômodo da casa pois, além de mim, meu marido também passou a trabalhar home office e meus filhos começaram a ter aulas on-line. Compramos novos equipamentos, como cadeiras mais confortáveis, com braços, itens ergométricos como apoio para pés e mousepad e mais um computador. Além disso, aderi a um monitor para maior conforto ao trabalhar. Mais recentemente investimos em um ar-condicionado para o novo escritório.

Juliana relata que hoje tem uma rotina regrada para não misturar a casa com o trabalho. "Hoje em dia está tudo organizado. No início era uma loucura, até que coloquei regras. Estabeleci horários para todas as atividades, separando as domésticas e as do trabalho. Não foi fácil, mas tive que me esforçar e deu certo. Não uso roupa de ficar em casa para trabalhar, mesmo estando em casa e cumpro horário de almoço como se estivesse fora de casa", conta.

A autônoma Aline Baroni Busanelli, 38 anos, conta que há oito anos possui uma loja que importa dos Estados Unidos enxoval para bebês. Estava acostumada com o home office, pois há quatro anos a loja já era on-line, mas conta que em março de 2020 estava pronta para inaugurar a loja física quando a pandemia se instalou. "Tive que permanecer no modelo de trabalho, isolada em casa em um cômodo minúsculo", conta.

A empresária relata que resolveu adaptar o ambiente para um escritório de trabalho mais confortável e profissional. Fez um projeto com marceneiro, que será entregue em 40 dias. "Pedi uma escrivaninha em formato de L, não só para mim, mas para a minha filha poder usar nas aulas on-line. Tive que colocar mais armários e fechar alguns móveis. Além disso, também investi em equipamentos que iriam otimizar meu trabalho, como impressora que faz etiquetas de correio e também uma iluminação de qualidade, pois percebi que a falta dela afeta muito a visão. Decidi também que a loja seria 100% on-line e permaneceria assim mesmo após a pandemia. Por isso, fiz um site profissional e investi em tecnologia para auxiliar meu trabalho", afirma.

(Mariana Checoni)

 


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